O Ministério da Agricultura realiza hoje, em Brasília, reunião de emergência com os técnicos da Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul para definir as medidas a serem adotadas a partir da constatação de quatro focos de aftosa em propriedades gaúchas.
Foi detectada, esta semana, a existência do vírus da febre aftosa em 216 bovinos e seis suínos de quatro propriedades rurais do município de Jóia, próximo a Ijuí, na região central do Rio Grande do Sul. Dos 216 bovinos, 28 contraíram a doença. Segundo o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luís Carlos Oliveira, por enquanto não há confirmação de que o vírus tenha entrado no Estado procedente do Paraguai, onde parte do rebanho está afetada.
De acordo com o secretário, entre as medidas a serem tomadas está, em primeiro lugar, a desinfecção dos locais atingidos pelo vírus, a retomada da vacinação dos animais e a reposição, no local, do que o secretário chama de ‘‘animais testemunhas’’ (que serviram de cobaias para se saber se ali existe a doença ou não). Oliveira explicou que o retorno à vacinação não é o desejável, porque implicaria o retardamento do processo para que o Estado seja considerado novamente zona livre de febre aftosa. A estratégia a ser adotada dependerá também, segundo o secretário, dos resultados de investigações epidemiológicas da região.
Técnicos do Ministério da Agricultura, responsáveis pela fiscalização da compra e venda de carne ilegal em Foz do Iguaçu, já percorreram 50 estabelecimentos comerciais. Desde o início da operação, realizada há uma semana, foi apreendida quase uma tonelada do produto.
Na terça, os fiscais federais, juntamente com os técnicos da Secretaria Estadual da Agricultura e da Vigilância Sanitária local, percorreram açougues, distribuidoras e restaurantes, mas não encontraram nenhuma carne clandestina. ‘‘Com o trabalho intensificado pelos fiscais, aliado à divulgação da imprensa, os negociantes irregulares estão bastante acuados’’, comentou o chefe do Ministério da Agricultura em Foz, Gil Guimarães, lembrando que os 925 quilos apreendidos até o último final de semana foram destruídos na segunda. Depois de receber aplicações de hipoclorito (água sanitária), toda a carne foi queimada nos fornos do Frigorífico Municipal da Cidade.
A fiscalização prossegue por tempo indeterminado, até que todos os pontos de comercialização sejam mapeados e vistoriados.

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