Detalhes que fazem a diferença
Alguns fatores influenciam na qualidade do suco e nos resultados que ele trará ao organismo. ''Com a prática de utilizar o mix e o liquidificador, por exemplo, tritura-se parcialmente as fibras e aumenta-se a velocidade de absorção dos nutrientes'', explica a nutricionista funcional Gisella Gaspar Valle. Devido à alta oxidação das frutas e demais ingredientes, o correto é tomar o suco até no máximo 30 minutos após a sua manipulação.
Para uma boa absorção dos nutrientes, a melhor forma de preparo é com água. De acordo com Gisella, o cálcio do leite é antagônico ao ferro de origem vegetal, por isso algumas misturas devem ser evitadas. Outra dica da profissional é usar sempre frutas e legumes no período de safra por ficarem mais baratos.
Como muitos pacientes apresentam intolerância na absorção da frutose (açúcar das frutas), uma das medidas orientadas por nutricionistas são sucos preparados a partir da combinação das frutas com chás, conhecido por ''suchá''. ''Ainda combino com proteínas e gorduras boas, exatamente para equilibrar aquelas frutas que possuem índice glicêmico mais alto, como melancia, manga e uva, com as de baixo índice, maçã, ameixa e nectarina, por exemplo'', explica a nutricionista. Esse processo de detoxificação é feito principalmente pela manhã, substituindo o tradicional café brasileiro de leite com pão.
A ingestão da quantidade ideal de suco também faz parte de uma boa nutrição. ''Normalmente as indicações que prescrevo vão em torno de 300 ml, pois substitui o café da manhã no período de detoxificação do paciente no início do tratamento'', complementa Gisella. (A.V.)





