Desvalorização do real derruba venda de carro importado em 99
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terça-feira, 13 de abril de 1999
Agência Estado 
A Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) anunciou ontem que as vendas no atacado em março caíram 44,4% sobre igual período do ano passado. Mas, na comparação com fevereiro deste ano, o crescimento foi de 73,5%, fato considerado importante pelo presidente da entidade, José Luiz Gandini. Em março foram comercializadas 3.206 unidades contra 1.847 veículos de fevereiro. No acumulado do primeiro trimestre, as vendas tiveram um recuo de 40,5%.
O presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), José Luiz Gandini, atribuiu a queda nas vendas do setor no primeiro trimestre à desvalorização do real. Gandini, entretanto, está otimista em relação aos resultados de 99. Nosso objetivo é fechar o ano com 50 mil unidades comercializadas, previu. Para isso, a venda de veículos deverá atingir cinco mil unidades por mês a partir de junho. No ano passado, foram comercializadas 62.700 unidades.
No mês passado foram comercializadas 3.206 unidades contra 1.847 veículos em fevereiro. Em março de 98, foram vendidos 5.771 veículos. O primeiro trimestre deste ano fechou 7.968 unidades vendidas contra 13.383 no mesmo período do ano passado. Com isso, a participação dos carros importados no mercado interno, que em 98 era de 4% em média, agora é de 2,9%.
A Abeiva prevê a acomodação do dólar a R$ 1,60 em maio.Aí conseguiremos diminuir os prejuízos que estamos tendo, observou Gandini. Segundo ele, várias importadoras e revendedores, que dispunham de veículos em estoque, fizeram promoções em relação a taxa cambial, mas já estão iniciando a comercializar à taxa atual.
Do total de 3.206 unidades comercializadas em março, a Peugeot ocupou a primeira colocação, com 1.148 veículos, seguida pela Kia Motors, com 660 veículos, pela Citroen, com 516 e pela Toyota, com 494 unidades. O modelo mais vendido foi o Toyota Hilux, com 370 unidades.
RecuoOs planos de instalação da fábrica da Kia Motors do Brasil, em Itu (SP), estão suspensos. Segundo o presidente da companhia, José Luiz Gandini, as negociações estão paralisadas desde que a Hyundai assumiu o controle acionário da coreana Kia.
Gandini explicou que a Hyundai tem planos de instalar duas outras fábricas na Bahia, uma delas da Asia, também controlada pela empresa. Não tenho condições de voltar a discutir a sobre a fábrica da Kia nesse momento, afirmou Gandini, que é também presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva).
A Kia Motors do Brasil chegou a anunciar um investimento de US$ 50 milhões para produzir o caminhão Bongo na fábrica de Itu. A empresa chegou a comprar a área de instalação da fábrica e já havia iniciado estudos para a produção do veículo.
Gandini ressaltou, entretanto, que a Kia mantém o interesse na instalação. A nossa meta é ter realmente uma fábrica no Brasil, afirmou. A Kia Motors do Brasil vendeu 660 unidades de veículos no País em março, um crescimento de 560% em relação a fevereiro, quando foram comercializadas 100 unidades. A importadora registrou queda de 61,3% nas vendas do primeiro trimestre, quando foram comercializadas 1140 unidades este ano contra 2947 em 98. Em março, a importadora iniciou a comercialização do hatch Shuma.


