No total, nove poços compõem o sistema-piloto de Tupi, dos quais seis são produtores e três injetores - um injetor de gás, um de água, e outro de água e gás. Até o final de dezembro, outros dois devem ser perfurados.
No início do primeiro trimestre de 2011, o gerente executivo acredita que já deve estar solucionada a questão do destino dado ao gás, que poderá ser reinjetado no reservatório de petróleo no processo de produção ou exportado para terra por gasoduto que ligará o FPSO à plataforma de Mexilhão, que opera um campo de gás na mesma bacia em águas rasas.
De Mexilhão, o gás será escoado para a Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato, em construção na cidade de Caraguatatuba (SP). Lá ele será tratado antes de ser despachado para o mercado consumidor. Nesse mesmo período, Formigli acredita que a produção de óleo estará na casa dos 30 mil barris diários.
O gerente executivo de Exploração e Produção para o Sul e Sudeste, José Antônio de Figueiredo, afirmou que a plataforma Cidade Angra dos Reis deve atingir a média de 50 mil barris por dia no final de 2011, com picos de 70 mil, podendo chegar a até 75 mil barris ao dia. A essa altura, o volume de gás poderá chegar a 1,5 a 2 milhões de metros cúbicos operados, diz Formigli.
''Em 2008, quando estabelecemos metas de produção comercial no pré-sal, muitos analistas da indústria consideraram que seria muito difícil atingirmos tais objetivos, pois dentre outros fatores havia a distância de quase 300 km da costa, o teor de CO2 e como este gás influenciaria nos equipamentos como resistência à corrosão'', comentou o gerente executivo de E&P do Pré-Sal, José Formigli.
O Cidade de Angra dos Reis está instalado em área próxima ao FPSO Cidade de São Vicente, que faz o Teste de Longa Duração de Tupi (TLD) desde maio do ano passado e já produziu cerca de sete milhões de barris de petróleo. A área de Tupi é operada pela Petrobras (65%) em parceria com as empresas BG Group (25%) e Galp Energia (10%). (M.F.C.)

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