Quando o assunto é gastar ou economizar dinheiro, quem fala de ''carteirinha'' ou melhor, de cartão de crédito sobre o assunto são os irmãos Rafael e Gustavo Lopes Krukoski, 22 anos e 20 anos respectivamente. Os ''rendimentos'' mensais dos dois são equivalentes: a mesada de R$ 250,00 mais o cartão de crédito para cobrir despesas emergenciais. Mas, neste caso, segundo a mãe, Adriane Krukoski, eles têm que consultar os pais e negociar o gasto para saber se a despesa extra será ou não aprovada.
Recomendação nem sempre seguida à risca por um dos irmãoes: Rafael nem sempre consulta os pais para usar o cartão. ''O Rafael é mais impulsivo. Quando ele passa de uma cota razoável (R$ 100,00) no cartão, a gente desconta em duas ou até três vezes das próximas mesadas'', assegura Adriane.
Mas Os dois investem parte do dinheiro que ganham. Rafael, por exemplo, aplica no consórcio de uma moto, que representa desembolso mensal de R$ 180,00 da prestação. Gustavo, por sua vez, abriu uma caderneta de poupança, e já acumula R$ 512,00 desde o início do ano.
Rafael, porém, apresente justificativa para um gasto maior: a maior parte de sua mesada vai para o pagamento do consórcio. ''Quando entrei no plano, eu pagava a prestação com o dinheiro que ganhava no estágio. Agora tenho que usar o dinheiro da mesada. Mas que acabou mesmo com a grana toda foi uma prancha de surf que eu comprei'', conta. Para contrabalançar, ele garante que tem procurado sair pouco. ''Saio menos para gastar pouco'', afirma.
Gustavo, porém, diz que o que sobra - entre R$ 50,00 e R$ 100,00 - vai para a poupança. ''Eu gasto só com algum CD, revista ou equipamento para minha bateria'', diz. Ele faz parte de uma banda. No cartão de crédito, vão apenas as contas com combustível e material necessário para a universidade.

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