DESTINAÇÃO CORRETA - Governo espera ampliar logística reversa em 2012
Devolver ao fabricante ou dar uma destinação adequada a produtos usados e suas embalagens. Esta é a função da logística reversa, processo que já é realizado em alguns setores da economia brasileira, mas que ganhou força com a publicação da lei dos resíduos sólidos (número 12.305), de agosto do ano passado. Por meio dela, o Estado torna obrigatório o recolhimento de sete tipos de produtos: agrotóxicos, óleos lubrificantes, pilhas, baterias, pneus, lâmpadas e eletroeletrônicos, bem como os resíduos e embalagens dos dois primeiros.
Outro ponto importante é que a lei estabelece a responsabilidae compartilhada pela logística reversa entre fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores. O presidente do Compromisso Empresarial pela Reciclage (Cempre), Victor Bicca, ressalta que legislações específicas já responsabilizavam os fabricantes pela destinação de produtos como agrotóxico, baterias, pneus e óleos lubrificantes. Agora, além de reforçar a necessidade da logística reversa para esses produtos, temos a obrigatoriedade para os eletroeletrônicos e as lâmpadas, afirma.
Mas o governo federal quer mais. No início do mês, os cinco ministérios que formam o comitê orientador de logística reversa implantaram cinco Grupos de Trabalho (GT): de eletroeletrônicos; de lâmpadas; de embalagens e resíduos de óleos lubrificantes; de embagalens em geral; e de descarte de medicamentos.
Mesmo sem obrigatoriedade legal para os dois últimos, o governo quer que suas cadeias produtivas desenvolvam propostas de recolhimento do material que não são mais usado pelos consumidores. Todos os GTs têm até o fim do ano para realizar seus estudos. A expectativa é que, em 2012, as regras já estejam definidas.
Em Londrina, a ONG E-lixo recebe cerca de 40 toneladas de lixo eletrônicos por mês, principalmente computadores, componentes de computadores e impressoras. De acordo com o presidente da entidade, Alex Gonçalves, o material vem de 31 cidades, inclusive de outros Estados.
● Há apenas 15 recicladores destes produtos no País; especificamente de geladeiras existe apenas um
● Para que funcione efetivamente, um dos primeiros passos é conscientizar o consumidor, já que produtos ilegais não teriam como retornar corretamente





