O consumidor precisa procurar ter uma visão muito clara deste momento, em que houve elevação dos juros e não se sabe ainda qual o verdadeiro impacto de todas as mudanças econômicas no orçamento doméstico. Esse é o alerta da diretora de Estudos e Pesquisas do Procon, Vera Marta Junqueira. Para ela, mais do que nunca, cada um tem de viver de acordo com suas possibilidades, sem deixar seduzir-se pelos apelos de consumo, mais fortes às vésperas do Natal.
Vera lembra que, a partir de janeiro, o desconto do Imposto de Renda na fonte será maior, e já estarão em vigor outros aumentos, como os de combustível, transportes e, provavelmente, até de mensalidades de clubes que perderam a isenção fiscal nesse último pacote. Mas, além disso, não se pode esquecer de que no começo do ano outras despesas importantes terão de ser bancadas, como IPTU, IPVA, matrículas, gastos com material escolar, eventualmente, renovação de seguro ou do aluguel.
As compras que não forem imprescindíveis devem ser adiadas. As que forem necessárias devem ser à vista, mas quem não puder evitar entrar num financiamento deve ter o cuidado de não fazê-lo por prazos muito longos.

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