Brasília - - O setor público também vem conseguindo reduzir esse ano o déficit nominal (que contabiliza as despesas com juros) das suas contas. De janeiro a agosto, o déficit nominal caiu para R$ 20 bilhões ou 1,83% do PIB. No mesmo período de 2003, o déficit nominal era de R$ 53,12 bilhões, o que correspondia a 5,42% do PIB. Essa queda expressiva do resultado negativo das contas públicos foi possível principalmente graças à redução da Taxa Selic no período, da dívida atrelada à variação do dólar e a manutenção do arrocho fiscal. O déficit nominal caiu de R$ 3,76 bilhões em julho para R$ 651 milhões em agosto.
Esse ano o setor público já pagou R$ 18,63 bilhões a menos do que os gastos com juros do mesmo período de 2003, que passaram de R$ 102,41 bilhões para R$ 83,78 bilhões. As despesas com juros, porém, ainda são elevadas, o que vem exigindo os superávits primários para controlar o aumento do endividamento público.
Altamir Lopes ponderou que o elevado resultado das estatais federais em agosto é pontual e reflete a ''gestão de caixa'' das empresas. ''Os resultados das estatais federais até julho não eram muito satisfatórios. O que se observa em agosto é um resultado alto, absolutamente vinculado à gestão de caixa de cada empresa'', disse. De acordo com ele, as empresas têm liberdade para fazer a sua própria gestão de caixa para chegar à meta estabelecida para o ano, de R$ 11,7 bilhões. ''As empresas têm um comprometimento na geração do superávit primário'', disse.

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