Despencam aplicações de curto prazo
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sexta-feira, 11 de abril de 1997
Agência Folha 
BRASÍLIA - As aplicações em fundos de investimentos de curto prazo (menos de 30 dias) continuam a cair por causa da tributação pela CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). O saldo dos fundos de curto prazo está despencando desde janeiro, após cobrança da CPMF. O saldo caiu de R$ 20 bilhões no final de 96 para R$ 8,3 bilhões em 31 de março de 97.
Os fundos de curto prazo, sem carência para o resgate das contas, apresentaram uma queda de 2,29% nos rendimentos nos últimos 12 meses - maior redução no período de todos os tipos de fundos de investimento. No mês de março, o rendimento dos fundos de curto prazo ficou 0,76% abaixo da inflação.
O diretor do Departamento de Estudos Especiais e Acompanhamento do Sistema Financeiro, Ronaldo Paiva, disse que a queda já era esperada. Apesar do rendimento dos fundos de curto prazo abaixo da inflação, Paiva avalia que esse tipo de aplicação não será extinto pelo mercado. Ele lembra que sempre haverá necessidade dos investidores de contar com uma aplicação que permite o resgate sem qualquer prazo de carência.
A caderneta de poupança se mostrou em março como uma das opções de investimento menos atrativas, com um rendimento de 0,02% abaixo da inflação, tendo como base o IGP-M (Indice Geral de Preços de Mercado). Os fundos de ações, que chegaram a registrar rendimentos reais (acima da inflação) de até 7,88% em fevereiro, tiveram rentabilidade média de apenas 0,49%.
Para o BC, isso já é resultado da migração de investimentos para o mercado norte-americano por causa da perspectiva da elevação das taxas de juros do Fed (Federal Reserve - o banco central dos Estados Unidos).


