Despenca a confiança dos empresários na economia
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quarta-feira, 18 de julho de 2001
Agência FolhaDe São Paulo 
A confiança dos empresários na economia brasileira é a menor desde abril de 1999, logo após a desvalorização do real. Pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada ontem mostra que a crise energética e a alta do dólar comandam o pessimismo do empresariado nacional.
O Índice Geral de Confiança da CNI, que é uma média do sentimento dos empresários sobre a situação atual e sobre as perspectivas para a economia e para seus negócios, somou 48 pontos em julho. O resultado indica uma queda de 20,9% em relação à pesquisa de abril e de 25,5% em relação à de julho do ano passado.
A queda na confiança reflete a redução do ritmo industrial no último trimestre e sugere uma redução da atividade nos próximos meses. A crise energética e a persistência de altas no câmbio e nos juros são os principais fatores que vêm afetando a confiança das indústrias brasileiras, disse o presidente da CNI, Carlos Eduardo Moreira Ferreira.
A pesquisa da CNI mostra que o empresariado brasileiro diminuiu sua confiança tanto em relação à situação atual quanto às perspectivas. O indicador de condições atuais caiu 20,8% no segundo trimestre na comparação com o índice do trimestre anterior. Desde janeiro do ano passado, o índice não ficava abaixo de 50 pontos, numa escala de 0 a 100, o que indica uma forte percepção de piora das condições econômicas atuais com relação aos últimos seis meses.
Dessa vez, o índice das condições atuais ficou em 39,9 pontos, contra 50,4 pontos apurados no trimestre anterior. Segundo a metodologia da CNI, uma pontuação acima de 50 indica confiança no empresariado.
Já o indicador de expectativa permanece favorável acima dos 50 pontos. No entanto, caiu 20,8% em relação à pesquisa anterior. Passou de 65,8 para 52,1 pontos.
A sondagem da CNI revela ainda que os empresariado tem expectativas otimistas quanto ao seu negócio, mas pessimista com relação à economia em geral. Enquanto a expectativa em relação à sua empresa ficou em 57,3 pontos, o sentimento de confiança sobre o futuro da economia brasileira situou-se em 42 pontos, contra 61,1 pontos apurados no trimestre anterior.
O indicador é elaborado com base na coleta de informações de 1.404 pequenas, médias e grandes empresas em todos os Estados do país. O resultados divulgados ontem foram coletados entre os dias 21 de junho e 17 de julho.


