São Paulo - O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Melvyn Fox, afirmou que a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de materiais de construção é a principal saída para reativar o segmento. Segundo Fox, a queda de 21,38% da venda interna de materiais em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2008 demonstra que a desoneração é uma necessidade.
''Foi o quarto mês consecutivo de queda das vendas de materiais. O setor investiu muito nos últimos dois anos, e agora fica na expectativa de um plano de ações do governo, que é adiado sistematicamente'', disse Fox.
No início da semana passada, o setor de materiais viu suas expectativas serem frustradas, quando o ministro da Fazenda, Guido Mantega, divulgou que não haverá desoneração do IPI para os itens do segmento. Fox esperava que, naquele dia, a desoneração fosse anunciada. Apesar da declaração de Mantega, o presidente da Abramat mantém a expectativa de que a medida ainda possa fazer parte do pacote.
Fox reiterou ontem que a Abramat vai revisar a projeção de crescimento de 5% do faturamento interno das indústrias de materiais em 2009, mas que os cálculos só serão refeitos depois do anúncio do pacote para a habitação. ''É óbvio que não vamos crescer 5%, mas estamos aguardando o plano para fazer a revisão'', disse o presidente da entidade.
No acumulado dos dois primeiros meses do ano, as vendas domésticas de materiais acumulam retração de 18,47%. Os dados apontam que a crise financeira internacional vem se refletindo no desempenho dos fabricantes de materiais.

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