A desoneração da folha de pagamento, que implantada no setor de transporte de cargas em 2014, seria um outro motivo para o aumento do valor do frete. A afirmação é de Miguel Mendes - diretor executivo da Associação dos Transportadores de Mato Grosso (ATC), com sede em Rondonópolis. Segundo ele, muitas das empresas de transporte atuam terceirizando mão de obra.
Elas contratam outras pessoas jurídicas – na verdade caminhoneiros autônomos com firma aberta em seu nome – e assim deixam de recolher INSS sobre o frete. Mas, este artifício deixou de ser atraente com a desoneração da mão de obra, sistema no qual, em vez de pagar 20% sobre a folha de pagamento, as empresas pagam 1% de seu faturamento bruto.
"A desoneração é uma vantagem para quem emprega bastante. Mas, elevou muito os custos das transportadoras que contratam esses caminhoneiros que são pessoas jurídicas. Este novo custo, elas têm de repassar ao frete", explica Mendes. O diretor ressalta também que as péssimas condições das estradas de Mato Grosso são outro fator a justificar o reajuste do frete. (N.B.)

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