Rio de Janeiro - Agostini avalia que o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) foi ''infeliz'' na análise divulgada na última sexta-feira, segundo a qual o mercado de trabalho passaria a gerar notícias positivas a partir de julho. ''Já prevíamos um crescimento da ocupação, que não obstante não impediria que a taxa de dezemprego também subisse. O que veio contra foi a dos rendimentos reais. No primeiro trimestre houve crescimento e esperávamos que prosseguiria'', disse Luiz Eduardo Parreiras, do Ipea.
O economista avalia que a recuperação prevista para o mercado de trabalho vai ser mais gradativa. Ele acredita que talvez a taxa de desemprego talvez cresça até julho e agosto, mas tende a cair, principalmente por fatores sazonais. Uma queda sustentável na taxa de desemprego dependerá do crescimento econômico. Segundo ele, o fato de haver mais gente procurando emprego, o que aumenta a taxa de desocupação, também pressiona os salários para baixo.
O dado positivo da divulgação de ontem, diz Parreiras, foi o aumento do pessoal ocupado, com a geração de 130 mil postos, comparado a março. A questão é que a quase totalidade disso veio do trabalho sem carteira assinada. Comparado a abril do ano passado, foram 460 mil vagas a mais, das quais 375 mil também para trabalho sem carteira ou por conta própria. (Agência Estado)

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