Curitiba - O desemprego em Curitiba e Região Metropolitana teve uma ligeira alta no mês de outubro. A taxa mensal de emprego medida pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) avançou de 8,4% verificados em agosto e setembro para 8,5%, um alta de 0,1%. O número de desempregados avançou de 114 mil em setembro para 117 mil pessoas em outubro.
O Ipardes prevê a redução da taxa de desemprego para os dois últimos meses do ano, em função do aumento dos empregos temporários e da queda de pessoas que procuram emprego nesta época.
Apesar da ligeira alta do desemprego, a taxa mensal em Curitiba é inferior à média brasileira, que ficou em 12,9% e de seis capitais pesquisadas conforme a metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os setores que mais desempregaram em Curitiba foram o financeiro e imobiliário, responsáveis pela redução de 6 mil postos de trabalho. Os serviços de administração pública, seguro social, educação, saúde e serviços sociais registraram a perda de 4 mil pessoas em outubro. No caso específico da administração pública, a queda vem se repetindo desde julho, quando a reforma da previdência começou a ser discutida, provocando uma corrida pelas aposentadorias entre os trabalhadores do setor.
O grupo comércio, reparação de veículos automotivos e de objetos pessoais e domésticos e comércio varejista de combustíveis manteve-se praticamente estável.
Em compensação setores como a indústria extrativa, transformação e de produção e distribuição de energia elétrica, gás e água criaram 15 mil novos empregos. Também houve expansão nos serviços domésticos, com a criação de 11 mil novas vagas. Na avaliação da diretora do setor de Estatística do Ipardes, Sachiko Araki Lira, é comum nesta época do ano as famílias contratarem mais serviços domésticos para preparar a casa para as festas de final do ano. A reação nas empresas de produção e distribuição de água e luz também se deve ao aumento do consumo de outras empresas que aumentaram a produção neste final de ano, explicou.
A pesquisa registrou ainda uma pequena alta na renda dos trabalhadores com carteira assinada, que passou de R$ 778,94 em agosto para R$ 784,94 em setembro. Os empregadores, desde os pequenos até os grandes, também tiveram aumento na renda. O número de trabalhadores por conta própria teve um aumento de 15 mil pessoas em relação a setembro. A hipótese mais provável para esse crescimento é de que os que estavam fora do mercado de trabalho retornaram como autônomos, disse a diretora do Ipardes.

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