Curitiba - A retirada de cerca de 30 mil toneladas de soja convencional do silo público do Porto de Paranaguá deve começar amanhã, quando atracam dois navios no cais. A Justiça determinou que o silão, com capacidade para 107 mil toneladas, deverá ser utilizado para armazenar soja transgênica. Segundo previsão da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), os dois navios devem demorar dois dias para deixarem o porto.
A soja geneticamente modificada só vai entrar no silão depois que a convencional for retirada. A partir daí, a soja convencional que o porto receber terá que ser armazenada nos terminais privados. Uma pequena parte da carga, de propriedade da Appa, será armazenada em terminais privados e depois doada ao instituto de ação social Provopar. O Sindicato dos Operadores Portuários (Sindop) vai manter a carga por 30 dias, sem custo. O superintendente da Appa, Eduardo Requião, pleiteou o armazenamento por tempo indeterminado a custo zero, mas ainda não teve uma resposta dos operadores portuários.
No entanto, a Appa ainda não desistiu do embate jurídico. A administração portuária entrou com novo recurso no Tribunal Regional Federal da 4 Região para tentar proibir que a soja transgênica seja colocada no silão. No dia 20 de julho, os juízes do TRF4 estiveram no porto para ter mais informações para poderem julgar os processos relativos ao terminal portuário.

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