Desinteresse por ações faz Bolsa recuar 1,19%.
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quarta-feira, 23 de dezembro de 1998
Agência Estado 
A Bolsa de São Paulo tentou andar a reboque da alta de 0,63% das ações em Nova York, mas, com um pregão sem compradores, sucumbiu às vendas para realização de lucros. Depois de oscilar em estreita faixa entre uma alta de 0,92% e baixa de 1,65%, a Bolsa paulista encerrou os negócios com desvalorização de 1,19%. O volume negociado foi de R$ 1,297 bilhão, engordado pelo leilão de ações da Antarctica, que movimentou R$ 976,443 milhões. O total de negócios à vista foi de apenas R$ 299,633 milhões. Na Bolsa do Rio, pregão fechou em queda de 0,04%
A confirmação de alguns nomes do ministério para o segundo mandato do presidente Fernando Henrique, que deve ser divulgado às 11 horas de hoje, não provocou reações do mercado .
O pregão de hoje da Bolsa é o último da semana, mais curto por causa do feriado de Natal. Amanhã não haverá pregão, que será retomado na segunda-feira.
Embora a expectativa seja de que os pregões permaneçam pouco movimentados, por causa do clima de festas, ações podem valorizar-se por causa do interesse de administradoras de melhorar o resultado dos fundos que gerenciam.
Em dois pregões da semana, a Bolsa acumula valorização de 4,93%; no mês, apura baixa de 17,56%; e no ano, de 30,22%.
Juros nos EUAOs formuladores da política monetária norte-americana decidiram ontem manter inalteradas as taxas de juros primárias, pois a economia local ainda dá sinais de forte expansão, apesar das turbulências ainda verificadas no exterior. A decisão já era esperada pelo mercado. Os juros referenciais, conhecidos como federal funds, estão em 4,75% desde 17 de novembro, quando a taxa caiu pela terceira vez desde setembro.


