Desigualdade chega a 75% entre as microrregiões
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
A desigualdade econômica entre as oito microrregiões que compõem o Norte Central Parananense não é tão grande quanto à existente entre as dez mesorregiões estaduais, que chega a 158% como mostrou a FOLHA em reportagem publicada na semana passada. Mesmo assim, ela é bem significativa. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita da microrregião mais rica, a de Londrina, é de R$ 18.970, e o da mais pobre, de Ivaiporã, de R$ 10.830 diferença de 75%.
No ranking dos maiores PIBs per capita da mesorregião Norte Central, a micro de Maringá está em segundo lugar, com R$ 18.810, muito próximo a Londrina. Depois, vêm Apucarana (R$ 16.220), Floraí (R$ 15.530), Astorga (R$ 15.150), Porecatu (R$ 13.530, Faxinal (R$ 11.840) e Ivaiporã (R$ 10.830). Os números se referem ao ano de 2010 e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) em dezembro do ano passado.
As oito microrregiões que compõem a Mesorregião Norte Central têm juntas 79 municípios, onde moram 2.037.151 pessoas. O PIB é de R$ 35,049 bilhões e o PIB per capita, de R$ 17.215. A diferença entre o PIB per capita do primeiro colocado no ranking, Santo Inácio, e do último, Miraselva, é de mais de seis vezes. Pertencente à microrregião de Astorga, Santo Inácio tem um PIB per capita de R$ 35.380 maior até que o de Curitiba (R$ 30.400). Já em Miraselva, da micro de Porecatu, o indicador é de apenas R$ 5.780.
A Microrregião de Astorga chama a atenção pela desigualdade. Ela tem os três maiores PIBs per capita da mesorregião. Depois de Santo Inácio, vêm Jaguapitã (R$ 28.320) e Lobato (R$ 28 mil). Mas também conta com uma lista de quatro municípios com PIB per capita abaixo de R$ 10 mil. São eles: Centenário do Sul(R$ 8.420), Nossa Senhora das Graças (R$ 9.580), Itaguajé (R$ 9.610) e Guaraci (R$ 9.960).
"Onde há atividade produtiva mais sofisticada, o PIB é maior", resume o diretor de Pesquisas do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Júlio Suzuki. "Nas microrregiões de Londrina e Maringá, há várias empresas de alta adição de valor, como as agroindústrias", complementa.
Já a Microrregião de Ivaiporã, ressalta o diretor, além de não contar com indústrias, tem a agricultura baseada no feijão. "Em regiões com forte produção de cana-de-açúcar ou soja, sempre vai ter uma indústria para processar esses produtos, diferentemente do feijão, que tem pouco valor a ser adicionado", explica.
Na opinião de Suzuki, uma política de desenvolvimento dos municípios mais pobres do Estado depende da industrialização das médias e grandes cidades do interior. "Elas funcionam como polos irradiadores. Se houver um adensamento econômico em cidades como Maringá, Londrina, Cascavel e Foz do Iguaçu, a riqueza vai se irradiar pelos municípios mais próximos", declara.

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