No ano passado, pelo menos 91 empresas de Londrina exportaram seus produtos para o exterior. Entre elas está a Weber Indústria e Comércio Ltda, que fabrica churrasqueiras Apolo e exporta para os Estados Unidos e Japão. De olho em novos mercados, a indústria começa a sondar alguns países da África e Europa para expandir seus negócios. As exportações começaram há três anos através de contatos no exterior. ''Já estamos fazendo contato com esses locais para ampliarmos nossas exportações'', adianta Rolff Weber.
De um ano ano para cá, diz ele, as exportações estão complicadas, pelo menos neste segmento. O motivo é a alta do aço - produto essencial na fabricação das churrasqueiras. Além da alta da matéria-prima, o dólar caiu de um ano para cá e nós repassamos o produto em dólar'', destaca Weber. Esse desequilíbrio de valores gerou um aumento de custo significativo, já que o aço aumentou em pelo menos 80% de um ano para cá. ''A demanda mundial está aquecida e nós estamos apostando muito nisso, mas por enquanto estamos com essa dificuldade'', observa ele, lembrando que a China é um grande exportador de churrasqueiras. A Weber Indústria e Comércio Ltda funciona desde 1959 e fabrica também secador para café e aquecedor elétrico de água.
A despachante aduaneira, Ana Flávia Pigozzo, salienta que é grande o número de pequenas empresas no comércio exterior, mas a participação no total dos valores exportados é pequena porque o volume é reduzido. ''Normalmente são valores pequenos, em torno de 500 dólares. Se temos uma empresa grande exportando 40 mil dólares, temos 10 pequenas que exportam 10 mil dólares por exemplo'', observa Ana flávia. Segundo ela, esse quadro pode ser revertido se as mercadorias tiverem mais valor agregado.
O consultor do Sebrae, Paulo Di Chiara, cita exemplos da indústrias de confecções que estão descobrindo o mercado internacional. Segundo ele, em 2002, 60 empresas do Paraná exportaram cerca de US$ 2 milhões. Em 2003, o número de empresas saltou para 102 e o volume de negócios chegou em US$ 11 milhões. ''Isso ainda é pouco se compararmos com as cerca de 3 mil indústrias de confeccões que temos no Paraná'', frisou. Para ele, as exportações ainda não são uma estratégia incorporada ao planejamento da indústria. ''Muitos pensam que é coisa de empresa grande e a tendência hoje é que empresas menores exportem seus produtos'', comentou. Para entrar para o mercado internacional, ele sustenta, que as empresas devem se estruturar com um profissional que poderá fazer os contatos, pesquisar sites de exportações e receber consultoria do Sebrae.

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