Desenvolvimento sustentável é opção
O Ekôa Park vai atender três públicos bem definidos, empresas para treinamentos corporativos customizados, escolas e, somente aos finais de semana, abrirá aos turistas da região. O planejamento inicial é de que o empreendimento atinja uma crescimento anual mínimo de 3% ao ano e que o ponto de equilíbrio (breakeven) seja atingido entre o terceiro e quarto anos de operação.
Ocupando uma área de 233 hectares de mata virgem, na qual 2% são de área construída, o espaço preconiza uma imersão na natureza sob diversos aspectos. Para o chamado Corredor dos Sentidos, local que serve como uma espécie de introdução às diferentes possibilidades de exploração do parque, as pessoas ingressarão em uma sala de projeção 180º que resgatará por meio de imagens desde a formação geológica desse trecho do litoral paranaense, passando pelo resgate da história de Morretes e chegando aos tempos atuais e às questões ambientais.
"Fizemos um mapeamento de toda a área por drones a fim de conferir realismo a essa profusão de imagens que as pessoas visualizarão na partida para tudo que está por vir", antecipa a diretora executiva Tatiana Perim. Inicialmente, o ingresso para os visitantes dos finais de semana custará R$ 49, sendo que as atividades de aventura como tirolesa e o observatório balão com rapel serão cobrados a parte.
O local oferece um museu ao ar livre com obras integradas à paisagem, e três tipos de trilhas, da mata (para conhecer o bioma), das aves (com um guia ornitólogo) e a do Peabiru (trecho da maior estrada interoceânica que chega ao Peru e valoriza o resgate histórico dos registros do navegador Aleixo Garcia).
Para arrematar toda essa viagem, o parque consolida esse vivência com o Espaço Com Ciência destinado ao aprendizado de práticas sustentáveis voltadas a duas questões fundamentais: alimentação e moradia. Em uma área de 10 m², as pessoas poderão conhecer uma horta em formato de mandala que ao lado de um galinheiro e uma área para criação de coelhos pode servir para a alimentação de 12 pessoas, mobilizando quatro trabalhadores para cultivar e cuidar dos animais. (M.M.)
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