Desenvolvimento que veio com o trigo
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quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Redação FolhaWeb 
Por muitos anos a cultura cafeeira liderou a economia paranaense levando riqueza a muitas famílias que se instalaram no Paraná em meados do século XX. Apesar da cafeicultura ter sido predominante no Norte do Estado, muitos pioneiros não quiseram investir no setor e optaram por outro tipo de cultura. A família Venturelli foi uma delas. Na triticultura, eles conseguiram imprimir uma marca, hoje, o Moinho Globo. Criada em 1954 no município de Sertanópolis, a empresa tornou-se, depois de muitas safras, uma das mais respeitadas do segmento no Brasil.
Quando iniciou suas atividades, o moinho processava apenas pequenas quantidades de trigo para a fabricação de farinha, que era comercializada na própria região. Naquela época, poucos apostavam na atividade, já que a produção de trigo estava concentrada principalmente no Rio Grande do Sul. Mesmo com reduzidas variedades disponíveis para a produção do cereal em climas mais quentes, como o do Norte paranaense, a família persistiu. Tudo o que ela ganhava com a produção, investia na própria empresa e em seus funcionários.
Hoje, o Moinho Globo comercializa além da farinha de trigo, uma gama de produtos que envolve mistura para pães e bolos, macarrão, fermentos, entre outros itens alimentícios. De acordo com Giancarlo Venturelli, presidente da empresa, membro da terceira geração da família, a receita para o sucesso do negócio é ter uma equipe comprometida e sempre inovar. Paulo Florencio, gerente geral da empresa, explica que a família Venturelli sempre esteve em busca de produtos inovadores. ''Em 1990, a empresa investiu muito em equipamentos. Hoje o mix de produtos conta com uma indústria moderna'', conta.
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