Formada em Nutrição, Luciana Maira Batista, de Curitiba, busca cursos profissionalizantes na área de moda para realizar o sonho de trabalhar no setor. ''Na época em que prestei vestibular era difícil achar curso superior em moda, tinha que ir para São Paulo, e acabei optando por Nutrição. Mas não estou satisfeita, quero trabalhar com moda'', conta ela, que está abrindo uma microempresa de confecção junto com a mãe, Marlen Salete Batista, costureira há 20 anos.
Luciana terminou o curso profissionalizante de estilismo de moda, no Senac, e já começou a cursar outros dois: corte e costura, também no Senac; e estilismo para confecção industrial, no Senai. ''Esses cursos técnicos focam muito bem a necessidade que você tem no momento. O conteúdo que vi até agora, já me ajudou muito. Por exemplo: definição de público-alvo, planejamento de coleção, aula de modelagem, parte de tecnologia têxtil'', diz Luciana. O próximo passo é fazer pós-graduação em gestão em moda, no Senai.
Nina Graça, formada há seis anos em Estilismo em Moda pela UEL (hoje o nome do curso é Design de Moda), trabalha na parte de criação da grife londrinense Basic (moda feminina e masculina). Ela entrou na empresa como estagiária e foi contratada assim que se formou. ''Pesquiso tendências, defino o tema e desenvolvo coleção, acompanho sessão de fotos e a produção de catálogo, desenvolvo etiqueta, conceituo a marca'', enumera.
Identificar-se com o estilo de roupa da grife, segundo Nina, facilita o trabalho. Outro ponto é a abertura da empresa para o processo criativo. ''O pessoal aqui é bem aberto e receptivo para aprovar o que apresento para cada coleção'', valoriza. Nina foi contratada na época em que a empresa só produzia calça jeans de um único modelo (só mudava a estonagem). Ela orgulha-se de ter contribuído para a evolução da grife, que hoje tem quatro lojas (três em Londrina e uma em Maringá) e de ter ajudado a conceituar a marca no mercado. (G.M.)

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