Informações contraditórias sobre o apoio que a América Latina receberá para fazer frente à crise financeira internacional acabaram confundindo os mercados e afetando as bolsas. Enquanto as potências industrializadas e instituições financeiras internacionais negociavam distintas fórmulas - inclusive uma possível alteração em certas cláusulas do Fundo Monetário Internacional (FMI) - diferentes versões circulam em Brasília e no resto do mundo.
De manhã, a agência de notícias Bloomberg divulgou uma entrevista com o ministro da Fazenda, Pedro Malan. O texto dava a entender que ele esperava do Fundo Monetário Internacional (FMI) uma ajuda de no mínimo US$ 26 bilhões. Pouco depois, o Ministério da Fazenda divulgou nota descartando ‘‘qualquer medida de controle de saída de capital, maxidesvalorização do real ou flutuação do câmbio’’.
Mas Malan tampouco negou que existam negociações entre o Grupo dos Sete países ricos (G-7) e instituições financeiras internacionais, para injetar recursos na América Latina ou que o Brasil faça uso desse dinheiro. Ele apenas esclareceu que ‘‘não cabe ao Brasil comentar os termos, volume e condições’’ dessa cooperação, que outros estariam oferecendo.
Segundo a assessoria de imprensa da Fazenda, a Bloomberg interpretou mal as palavras do ministro: perguntado sobre quanto o FMI poderia oferecer, Malan lembrou que o próprio Fundo disse ter US$ 10 bilhões disponíveis e poder arrecadar outros US$ 16 bilhões.

mockup