Curitiba O desemprego na Região Metropolitana de Curitiba voltou a cair em abril, depois de três meses seguidos de altas. O índice passou de 10% em março para 9,6%. O número de pessoas desocupadas e procurando trabalho no mês foi estimado em 128 mil, enquanto em março havia 132 mil pessoas nessa situação. Os dados são do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
Os setores que contribuíram para a redução do desemprego foram os de indústria extrativa, de transformação e de produção e distribuição de eletricidade e água, que aumentaram em 5% o número de pessoas empregadas, totalizando 232 mil pessoas. Também houve aumento expressivo de contratações na construção civil (8%), com 95 mil trabalhadores; na administração pública (5,9%), com 199 mil funcionários; serviços domésticos (5,2%), com 81 mil pessoas; outras atividades (28,5%); e outros serviços (2,6%).
Houve queda no nível de emprego em comércio, reparação de veículos automotivos e de objetos pessoais e domésticos, em comércio varejista de combustíveis (-9,8%) e em intermediação financeira (-2,1%).
De acordo com o Ipardes, a Região Metropolitana de Curitiba fechou abril com 1,329 milhão de pessoas ocupadas. Isso representa um aumento de 0,7% em relação à População Economicamente Ativa (PEA) de março. O órgão estimou em R$ 832,84 o rendimento médio real a ser recebido pelo mês de abril. O salário médio efetivamente recebido em março foi de R$ 797,56, valor 3,5% inferior ao recebido em fevereiro.
O único grupo que teve aumento nos rendimentos de março foram os empregados sem carteira de trabalho assinada: 9,8% em relação a fevereiro. Os empregados formais tiveram redução de 5,5% e os trabalhadores por conta própria, queda de 9,2% nos rendimentos.
Na comparação com outras cinco regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Curitiba apresenta a segunda menor taxa de desemprego. Fica atrás do Rio de Janeiro (9,2%) e abaixo da média nacional (12,4%). Em seguida estão Porto Alegre, com 9,8%; Belo Horizonte, 10,5%; Recife, 14%; São Paulo, 14,3%; e Salvador, 16,7%.

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