Rio de Janeiro - Após ficar em 9,7% em junho, a taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas do País caiu para 9,5% em julho, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da segunda queda na taxa de desocupação do ano, com abertura significativa de postos de trabalho.
A renda do trabalhador, porém, também caiu. O recuo foi de 1,2% em relação ao mês anterior. O IBGE apura dados em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o desemprego registra uma queda de 1,2 ponto percentual. O contingente total de desempregados atingiu 2,2 milhões de pessoas em julho.
Informalidade - Relatório divulgado ontem pelo Banco Mundial constatou que 56% dos postos de trabalho nas áreas urbanas da América Latina e do Caribe são informais. O documento ''Informalidade: Saída e Exclusão'' foi apresentado pela instituição como um alerta sobre este fenômeno que pode ser ''prejudicial ao crescimento e ao bem-estar social, e uma força que corrói a integridade das sociedades da região''.
Equivalente a cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, a economia informal no Brasil está empatada com a média latino-americana. Na Bolívia e no Panamá, a informalidade responde por cerca de 70% da economia. Já na Argentina e no Chile, segundo os dados do Bird, esse fenômeno atinge cerca de 25% e 20% da economia, respectivamente.

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