O contingente de pessoas desocupadas, que são desempregados em busca de oportunidade, chegou a 12,8 milhões de pessoas, segundo o IBGE
O contingente de pessoas desocupadas, que são desempregados em busca de oportunidade, chegou a 12,8 milhões de pessoas, segundo o IBGE | Foto: Anderson Coelho/18-07-2016



Rio de Janeiro - O desemprego no trimestre encerrado em janeiro deste ano atingiu 12,6% entre os brasileiros, informou o IBGE nesta sexta-feira (24). Os dados constam da Pnad Contínua, a pesquisa oficial de emprego do instituto. O indicador abrange trimestres móveis. Nesta divulgação, o indicador refere-se a janeiro deste ano e aos meses de dezembro e novembro do ano passado.

O percentual de desocupados, de 12,6%, representa alta de 0,8 ponto percentual frente ao verificado no trimestre encerrado em outubro, quando a taxa esteve em 11,8%. É a maior taxa de desemprego já verificada desde o início da série histórica, iniciada em 2012.

A taxa de desemprego é maior nas camadas da população formadas por pretos e pardos, mulheres e os mais jovens, já havia antecipado o IBGE na última quinta-feira (23). Em função dos trimestres móveis, o IBGE recomenda comparação de períodos em que não há sobreposição de meses. Nesse caso, portanto, a comparação com o trimestre imediatamente anterior é feita com o período de agosto, setembro e outubro.

Fila
O desemprego aumentou também na comparação anual do indicador. No trimestre encerrado em janeiro de 2016, a taxa de desemprego esteve em 9,5%. Houve, portanto, alta de 3,1 ponto percentual no intervalo de um ano. O contingente de pessoas desocupadas, que são desempregados em busca de oportunidade, chegou a 12,8 milhões de pessoas e apresentou alta nas duas bases de comparação.

Segundo o IBGE, 879 mil novos desempregados entraram na fila do emprego na passagem do trimestre encerrado em outubro para o terminado em janeiro - alta de 7,3%. Na comparação anual, a alta foi ainda mais expressiva, de 34,3%. No intervalo de um ano, 3,3 milhões pessoas entraram na fila do emprego no país.

Janeiro mostrou uma ampliação no contingente de desempregados no país. O ano passado, por exemplo, o país fechou o último trimestre com taxa de desemprego de 12%, com 12 milhões de desocupados. Como o trimestre tem um mês já em 2017 e outros dois meses ainda no ano passado, é possível dizer que cerca de 800 mil desocupados entraram na fila somente em janeiro deste ano.

20 Estados tiveram renda per capita abaixo da média
Rio de Janeiro - Das 27 unidades da federação, considerando o Distrito Federal, 20 tiveram renda per capita da população abaixo da média em 2016. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (24) pelo IBGE e considera a renda per capita por domicílio dos Estados brasileiros.
A renda média per capita no País em 2016 foi de R$ 1.226, alta de 10,1% em relação ao verificado em 2015. O IBGE, contudo, não corrige os dados com a inflação do ano anterior. O crescimento é, portanto, nominal e não considera a inflação do período.

À exceção do Amazonas, que teve queda no rendimento, todos os outros Estados tiveram melhora na renda per capita. No entanto, 11 Estados ainda têm renda por habitante mais baixa do que o salário mínimo nacional, que é de R$ 880 mensais.

Os Estados com as menores rendas do país são Maranhão (R$ 575), Alagoas (R$ 662) e Pará (R$ 708).

O Distrito Federal lidera o ranking de rendimentos per capita -R$ 2.351 em 2016, alta de 4,3% frente ao verificado em 2015. São Paulo encerrou o ano passado com renda per capita de R$ 1.723, alta de 16,2% em relação ao apurado em 2015. A renda do Rio foi de R$ 1.429, alta de 11,2% frente a 2015. À exceção de Roraima (R$ 1.068), todos os Estados que têm renda acima de R$ 1.000 estão nas regiões Centro-oeste, Sul e Sudeste.

Desigualdade
De acordo com Cimar Azeredo, técnico da coordenação de Trabalho e Renda do IBGE, os dados mostram que o País ainda é muito desigual. Os dados são um dos critérios do TCU para a definição da divisão do fundo de participação dos Estados. "O resultado mostra que ainda há uma discrepância grande entre os Estados do sul e do norte do país", disse.

Os rendimentos domiciliares são obtidos pela soma dos rendimentos do trabalho e de outras fontes recebidos por cada morador no mês de referência da pesquisa.

O rendimento domiciliar per capita é a divisão dos rendimentos domiciliares pelo total dos moradores. Esses rendimentos são calculados para cada unidade da federação e para o Brasil. (Lucas Vettorazzo/Folhapress)

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