A taxa de desocupação média no Brasil ficou em 7,1% em 2013, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é menor do que o verificado em 2012, quando a média foi de 7,4%.
Desde janeiro deste ano, o IBGE passou a divulgar uma taxa de desocupação com periodicidade trimestral para todo o território nacional. A nova pesquisa substituirá, a partir de 2015, a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrange apenas seis regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano. A taxa de desemprego média captada pela PME em 2013 foi de 5,4%.
Uma das principais diferenças entre a PME e a Pnad Contínua é que a primeira entrevistava pessoas em 44 mil domicílios localizados em seis regiões metropolitanas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre). Já a segunda tem uma amostra de 211 mil domicílios em 3.500 municípios.
A PME considerava que as pessoas de dez anos ou mais estavam em idade de trabalhar, enquanto a Pnad contínua estabeleceu 14 anos para limite mínimo. Outra diferença importante é o conceito de desocupação. Na PME, só era considerada desempregada a pessoa que, além de estar sem trabalho e disponível para entrar no mercado, havia procurado emprego nos últimos 30 dias. Já na Pnad Contínua, estar sem ocupação e ao mesmo tempo disponível para um emprego é o suficiente para a pessoa ser considerada desocupada.
Este ponto da metologia da PME era um dos principais críticas que o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) fazia à PME. "Ela esconde o desemprego oculto", afirma o economista da instituição no Paraná Sandro Silva. Por causa disso, o Dieese criou sua própria Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), feita nas seis principais regiões metropolitanas do País. O índice de desemprego segundo a PED de fevereiro foi de 10,3%.
Economista e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) em Londrina, Márcio Massaro, considera que, apesar das "inconsistências macroeconômicas", o País continua bem quando o assunto é mercado de trabalho. "Historicamente, tivemos 10% de desemprego. E hoje, em determinados setores, como na construção civil, chegamos ao pleno emprego. As empresas trazem trabalhadores do Haiti e até da Itália", alega.
Ontem, também foi divulgada a taxa de desemprego da Grécia, que caiu a 26,7% em janeiro, de 27,2% em dezembro, segundo dados com ajuste sazonal divulgados pelo instituto de estatísticas do país, o Elstat. O número de janeiro é o mais baixo desde fevereiro de 2013. O desemprego na Grécia, no entanto, continua sendo duas vezes mais alto que o nível médio da zona do euro, que foi de 11,9% em fevereiro.

Imagem ilustrativa da imagem Desemprego teve leve queda, diz nova pesquisa do IBGE
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