A pesquisa mensal feita pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) indicou que a taxa de desemprego na Região Metropolitana de Curitiba caiu de 5,4% para 5,1%, em outubro. A redução ocorre há seis meses consecutivos, comprovando a tendência de que a economia está em recuperação na maioria dos setores e Estados. Os dados divulgados ontem pelo Ipardes indicam que Curitiba tem o segundo menor índice de desemprego do País, ficando atrás do Rio de Janeiro.
A terceira capital com menos trabalhadores desempregados é Belo Horizonte, com uma taxa de 6,9% da população economicamente ativa. A pesquisa feita na Grande Curitiba indicou que a população ocupada cresceu 3,6% sobre o mesmo mês de 1999, totalizando 1,1 milhão de pessoas com algum tipo de atividade remunerada. Foram gerados 38 mil novos postos de trabalho no período de um ano.
Alguns fatores são apontados pelos economistas do Ipardes como possíveis para justificar o aumento das contratações. Entre elas estão o período eleitoral, que empregou muita mão-de-obra, o feriado de 7 de setembro e até mesmo a proximidade com o Natal. Muitas indústrias requisitam trabalhadores para suprirem o aumento da produção, que será vendida em dezembro.
O aumento no número de empregos não representou, no entanto, salários mais altos. A queda no rendimento médio das pessoas foi de 4,5% em relação ao mês anterior. Os trabalhadores ocupados em outubro receberam em média R$ 716,68 ou 4,7 salários mínimos. Os setores que mais achataram salário dos trabalhadores com carteira assinada foram comércio com queda de 9,6% e serviços com -3,4%.
A indústria da transformação continua sendo um dos segmentos que mais gera emprego na região de Curitiba. O aumento foi de 2,8%. Mas em outubro, a prestação de serviços foi a mais elevada em contratações com 4,5%.
A Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho divulgou ontem que houve geração de emprego também no interior do Estado. Nos primeiros 10 meses do ano houve a contratação de 76,3 mil trabalhadores pelas Agências do Trabalhador. O número foi 7,6% maior em relação ao mesmo período no ano passado. A taxa de aproveitamento das vagas ficou em torno de 60%. ‘‘Os números de outubro superaram o total verificado em todos os anos anteriores a 1998’’, afirmou o secretário do Trabalho, José Carlos Gomes Carvalho.

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