Desemprego tem maior índice anual desde 92
A taxa de desemprego aberto nas seis maiores regiões metropolitanas do País em 97 atingiu 5,66% e ficou acima do resultado de 96 (5,42%). Foi também o maior índice anual desde 92, quando o resultado alcançou 5,76%. Essa taxa, calculada pelo IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra o percentual de pessoas desempregadas ou procurando emprego dentro da população economicamente ativa.
O índice de dezembro foi o mais alto dos últimos 14 anos nesse mês, chegando a 4,84%, taxa 1,02 ponto percentual acima da de dezembro de 96 (3,82%). Em relação a novembro, quando a taxa foi de 5,35%, houve queda de 0,51 ponto percentual.
O índice do desemprego no último mês de 97 confirmou a tendência verificada a partir de maio, quando as taxas mensais passaram a superar as do ano anterior. As maiores diferenças em relação a 96 ocorreram no último trimestre: 0,57 ponto percentual em outubro, 0,79 em novembro e 1,02 em dezembro.
A chefe da Equipe de Planejamento de Recursos do IBGE, Shyrlene de Souza, disse que os resultados do último trimestre ainda não devem ter refletido o pacote fiscal de novembro. Segundo ela, os reflexos do pacote só aparecerão com nitidez nas taxas de desemprego do 1º trimestre de 98, que deverão superar as do mesmo período de 97.
Para o ano todo, porém, a expectativa é a de que o desemprego não cresça em relação a 97. Nos anos eleitorais, o desemprego costuma cair, porque os governantes se esforçam para concluir suas obras. De acordo com ela, o aumento do desemprego em 97 se explica pelo fato de o setor de serviços não ter absorvido integralmente os trabalhadores demitidos da indústria.
No ano passado, a indústria de transformação e a construção civil registraram quedas de 4% e 1,6%, respectivamente, em seus índices de emprego. No comércio, houve acréscimo de 0,7%, e nos serviços, de 1,4%. A taxa média de desemprego aberto, por setor de atividade, foi de 6,92% na indústria de transformação, 6,27% na construção civil, 6,34% no comércio e 4,45% nos serviços.
Nas regiões metropolitanas pesquisadas, a maior taxa de desemprego em 97 foi a de Salvador, com 7,72%. A menor foi a do Rio: 3,72%.
A população economicamente ativa aumentou 0,3% em 97, enquanto a não economicamente ativa cresceu 5,1%. Aumentou também o número de pessoas trabalhando por conta própria: 2,2%. Os empregados com carteira foram reduzidos em 0,6%, e os sem carteira cresceram 0,1%.





