Desemprego tem a menor taxa em Curitiba
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quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Reportagem Local 
A taxa de desemprego em Curitiba e Região Metropolitana foi calculada em 4,6% no mês de outubro, praticamente igual à de setembro (4,5%) e com queda de 23,5% frente a outubro de 2007, quando o índice foi de 6,1%, representando menos 23 mil pessoas desocupadas. É a terceira menor taxa de desemprego desde dezembro de 2002, início da série histórica. Os dados foram obtidos pela Pesquisa Mensal de Emprego, feita pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) em parceria com o IBGE.
Com o resultado, mais uma vez a Grande Curitiba apresenta a menor taxa de desemprego entre as outras regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. A taxa média nacional foi estimada em 7,5%, queda de 1,2 ponto percentual em relação a outubro de 2007 (8,7%). As demais regiões metropolitanas apresentaram os seguintes índices: Porto Alegre (5,6%); Belo Horizonte (5,9%); Rio de Janeiro (7,0%); São Paulo (7,7%); Recife (8,9%); Salvador (10,7%).
Região Metropolitana de Curitiba é também a que apresenta o maior ganho no rendimento médio dos ocupados, em outubro frente ao mês de setembro, com acréscimo de 1,4%. O rendimento médio em outubro foi de R$ 1.254,90.
Para as outras seis regiões brasileiras, o IBGE estimou queda de 1,3% sobre o rendimento médio dos trabalhadores, em relação a setembro. No enfoque regional, em relação ao mês anterior, houve recuo no rendimento nas Regiões Metropolitanas de Recife (0,9%), Salvador (1,2%), Rio de Janeiro (1,4%) e São Paulo (2,1%). O rendimento apresentou alta apenas em Belo Horizonte (0,8%) e Porto Alegre (1,2%).
O número de pessoas ocupadas foi estimado, em outubro de 2008, em 1,539 milhão, crescimento de 2,5%, ou mais 38 mil pessoas, comparativamente a outubro do ano anterior.
Em outubro, na RMC, foram estimadas 2,669 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade e que compõe a População em Idade Ativa (PIA). Este contingente apresentou acréscimo de 2,2% em relação ao mês de outubro de 2007, representando mais 57 mil pessoas. Deste total, 60,5% eram economicamente ativas (PEA), sendo 1,613 milhão de pessoas, e 39,5% eram não-economicamente ativas (PNEA).
Construção
A construção civil, que representava 6,5% dos ocupados, com 98 mil pessoas, passou a ter 6,6% dos ocupados, com um contingente de 101 mil pessoas em outubro. O comércio, reparação de veículos automotivos e de objetos pessoais e domésticos e comércio varejista de combustíveis detinham 20,8% dos ocupados, com 312 mil pessoas, e passa a 21,2% dos ocupados, com um contingente de 326 mil pessoas.


