Curitiba A taxa de desemprego em Curitiba atingiu 10% em março, índice que corresponde a um aumento de 11% sobre a taxa registrada em fevereiro, que foi de 9%. Na Pesquisa Mensal do Emprego (PME), levantada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico (Ipardes), em março, chegou a 132 mil o número de pessoas procurando emprego na Região Metropolitana de Curitiba.
Com esse resultado, o número de pessoas ocupadas em Curitiba e região metropolitana caiu 0,8% em comparação a fevereiro, passando de 1,197 milhão para 1,188 milhão. Para os técnicos do Ipardes, esse repique de alta já era esperado porque no mês de março se consolidam as demissões dos empregos temporários que surgiram no final do ano passado.
Outra justificativa para a elevação da taxa do emprego foi a mudança de metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que faz o levantamento nacional. O Ipardes segue a metodologia do IBGE que agora está mais abrangente e conta as ''pessoas marginalizadas à População Economicamente Ativa'', que corresponde aos desempregados que pararam de procurar emprego.
O enfraquecimento do setor da construção civil foi o fator que mais contribuiu para o aumento do desemprego em Curiba. A queda na produção imobiliária do ano passado, de 58% em relação a 2001, promoveu muitas demissões e o índice de desemprego no setor atingiu 13,7%. Outros setores que demitiram bastante foram o da indústria extrativa e de transformação (4,3%), serviços (2,1%) e outras atividades (30%).

mockup