Desemprego segue alto na região de Curitiba
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quinta-feira, 24 de julho de 2003
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba O desemprego na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) se manteve em alta pelo segundo mês consecutivo. A taxa mensal de desemprego para o mês de junho, segundo pesquisa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), ficou em 10,2%, mantendo-se igual ao índice de maio. Os índices de desemprego em maio e junho foram os mais altos dos últimos seis meses.
De acordo com a pesquisa do Ipardes, divulgada ontem, o número de trabalhadores ocupados formalmente em junho caiu 0,5% em comparação com os números do mês anterior, baixando de 1,345 milhão em maio para 1,338 milhão em junho. A estimativa do número de pessas desocupadas à procura de trabalho na Região Metropolitana de Curitiba foi de 136 mil pessoas em junho. No início deste ano, segundo pesquisa do Ipardes, 103 mil pessoas estavam à procura de emprego na Região Metropolitana, enquanto que, em dezembro de 2002, 84 mil pessoas estiveram procurando uma colocação no mercado de trabalho.
Entre os grupos que mais geraram vagas em junho destacam-se os de intermediação financeira e atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas (5,0%), construção civil (4,5%), administração pública, defesa, seguro social, educação, saúde e serviços sociais (2,1%).
Os grupos que menos empregaram naquele mês foram os de comércio, reparação de veículos automotivos e de objetos pessoais e domésticos e comércio varejista de combustíveis (5,9%), serviços domésticos (1,2%), outros serviços (1,0%) e outras atividades (23,5%). O comércio, que foi bastante afetado com a retração das vendas, devido à queda de renda dos consumidores, teria demitido cerca de 15 mil funcionários, só em junho.
A indústria extrativa e de transformação e a de produção e distribuição de eletricidade, gás e água também apresentaram pequeno acréscimo no número de pessoas ocupadas (0,4%). Junto com o emprego, caiu também a renda do trabalhador. Em junho, a média de rendimentos foi 1,3% inferior ao mês de maio, de acordo com a pesquisa do Ipardes.


