A região metropolitana de São Paulo voltou a apresentar ligeira redução da taxa de desemprego no mês de outubro. Ao todo, foram criados 64 mil postos de trabalho de setembro para outubro, o que fez com que a taxa de desemprego caísse de 18,5% da PEA (População Economicamente Ativa), em setembro, para 18,1%, em outubro. O levantamento mensal foi divulgado ontem pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Trata-se do segundo mês consecutivo de queda, em um ano marcado por taxas recordes de desemprego. Em agosto, a taxa foi de 18,9%. ‘‘O segundo semestre costuma ter taxas menores de desemprego porque a economia fica mais aquecida. O que está acontecendo é que a sazonalidade está superando os fatores adversos da economia’’, diz Sérgio Mendonça, diretor técnico do Dieese.
Mesmo com a queda, a taxa de 18,1% ainda é a maior registrada em um mês de outubro desde 1985, quando a pesquisa teve início. O recorde absoluto foi registrado em junho deste ano, quando a taxa ficou em 19%. Para Mendonça, os efeitos das medidas recessivas adotadas pelo governo para conter a propagação da crise econômico-financeira enfrentada pelo país devem aparecer com força apenas no início de 1999. ‘‘Os efeitos da elevação dos juros e de outras medidas devem surgir com mais força no primeiro trimestre, agravando o desemprego.
A massa de rendimentos dos trabalhadores na Grande São Paulo caiu R$ 460 milhões de setembro do ano passado para setembro deste ano. Em termos percentuais, a redução é de 7,2%. ‘‘Isso representa queda de consumo, queda de produção e nova queda do emprego’’, diz Sérgio Mendonça, diretor do Dieese. A queda na massa de rendimentos é resultado direto da redução dos empregos no período.

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