Desemprego pode afetar otimismo nos Estados Unidos
O otimismo em relação à economia norte-americana pode acabar hoje com a divulgação pelo Departamento do Trabalho do relatório sobre o emprego. Depois da euforia com a surpreendente notícia de que o Produto Interno Bruto (PIB ) dos Estados Unidos cresceu 2% no primeiro trimestre deste ano, o dobro do que Wall Street esperava, uma nova deterioração no número de vagas criadas em abril e na taxa de desemprego deverá acabar com a esperança de que o risco de recessão já passou completamente.
É preciso ficar de olho no relatório de emprego, pois ele é um indicador importante de como se comportará os gastos dos consumidores e para onde caminha a atividade econômica, disse à Agência Estado John Abate, economista-sênior do banco Lehman Brothers. Se o indicador surpreender negativamente, como aconteceu em março passado quando o número de vagas criadas caíram em 86 mil, crescerá a aposta num novo corte de taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) na sua próxima reunião, marcada para o dia 15 deste mês.
O consenso entre economistas nos Estados Unidos é de que a taxa de desemprego deverá subir em abril para 4,4% ante os atuais 4,3%. O sentimento de que o mercado de trabalho continua enfraquecendo tornou-se mais forte ontem, quando o número de pedidos de auxílio-desemprego cresceu, na semana passada, em 9 mil para um total de 421 mil pedidos - nível mais alto dos últimos cinco anos. Outro indicador que contribuiu para afetar o desempenho dos índices Dow Jones e Nasdaq ontem foi o índice de atividade não-industrial da Associação Nacional dos Gerentes de Compras, que caiu para abaixo de 50, um patamar que sinaliza contração de atividade. (Fábio Alves)





