Desemprego pesa e cheque sem fundo cresce 19,7%
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 19 de março de 2009
Das Agências 
São Paulo - O volume de cheques sem fundo no Brasil aumentou 19,7% no primeiro bimestre de 2009, na comparação com o mesmo período de 2008, informou ontem o indicador Serasa Experian de cheques sem fundo. De acordo com o indicador, nos dois primeiros meses de 2009, foram devolvidos 23,1 cheques para cada mil compensados. Em janeiro e fevereiro de 2008, essa relação foi de 19,3.
Nos dois primeiros meses de 2009, houve um total de 4,60 milhões de cheques devolvidos e 199,37 milhões de compensados. Segundo os técnicos da Serasa Experian, o aumento da inadimplência com cheques se deve ao maior endividamento de parte da população, às despesas sazonais de início de ano (como IPTU, IPVA e gastos escolares) e à redução do número de empregos formais no último trimestre de 2008.
O desemprego é fator determinante para a inadimplência, informa a entidade, que pondera que, apesar da devolução em alta, os cheques ainda apresentam uma das menores inadimplências do mercado. No mês passado, foram devolvidos 2,19 milhões de cheques, e compensados 94,39 milhões.
Em relação à inadimplência dos cheques por Estados, o Acre apresentou o maior número (102,4) de devoluções a cada mil compensados nos dois primeiros meses deste ano. Na outra ponta, São Paulo registrou o menor volume, com 17,8 cheques devolvidos a cada mil compensados. Abaixo da média nacional (23,1), ainda aparecem Pernambuco (22,8), Minas Gerais (21,6), Paraná (20,9), Santa Catarina (20,3), Rio (19), São Paulo (17,8).
Por regiões, a Norte apresentou índice de 53,7, seguido pela Nordeste (37,6), Centro-Oeste (31,3), Sul (22,3) e Sudeste (19).


