Desemprego nos EUA cai e derruba bolsa
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sexta-feira, 06 de outubro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
Durou pouco o esboço de recuperação da bolsa doméstica. Não houve como suportar a forte queda de 3,20% da Nasdaq. Arrastada por Nova York, a Bovespa fechou em baixa de 2,55%. Foram movimentados R$ 622 milhões em São Paulo mas, deste total, R$ 108 milhões foram provenientes do leilão de 468.056.238 ações ordinárias e 7.155.928.244 preferenciais da Ceterp.
A bolsa eletrônica americana foi abatida por alertas de empresas de médio porte em relação a seus resultados no terceiro trimestre. Além disso, a gigante AT&T sofreu rebaixamento de recomendação por parte da Salomon Smith Barney. Por fim, a taxa de desemprego americano caiu para 3,9% em setembro, o menor nível em 30 anos, o que levou o índice Dow Jones a recuar 1,20%.
O comportamento do Ibovespa foi diametralmente oposto ao de anteontem, quando o mercado comemorava a proximidade dos leilões de privatização da Cesp e do Banespa. Das pouco mais de 50 ações que compõem o índice, apenas duas fecharam em alta: Cesp PN (+1,06%) e Light ON (+0,96). Na lista das maiores quedas, o topo foi ocupado por Telerj PN, que perdeu 6,88% do seu valor. Anteontem, Telerj havia disparado 11,54%.
Depois de oscilar em campo positivo durante todo o dia, contrariando o movimento de ontem, o dólar comercial encerrou com valorização de 0,43%, cotado na venda a R$ 1,856. Um conjunto de fatores externos causou preocupação e deu suporte ao avanço da moeda no mercado à vista doméstico: a renúncia do vice-presidente argentino aumentou as incertezas em relação aos desdobramentos da crise política nesse país; o tombo da Nasdaq e do Dow Jones em Nova York, causado por expectativas ruins sobre os resultados de empresas de tecnologia e de finanças; a alta de 33 cents, para US$ 30,86, no preço do barril de petróleo nos contratos de novembro na Nymex; e o feriado de Columbos Day segunda-feira nos EUA.
Diante do cenário externo, as tesourarias de bancos não quiseram ficar o fim de semana com posições descobertas e compraram dólares, sustentando os preços. No mercado à vista, o preço do comercial oscilou entre a mínima de R$ 1,849 (+0,05%) e a máxima de R$ 1,858 (+0,54%). Essa volatilidade estimulou arbitragem com o mercado futuro. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o volume de 78.425 contratos negociados e o giro de R$ 7,31 bilhões cresceram 4,63% sobre o resultado de anteontem. Todos os contratos futuros apontam elevação para o dólar: o de novembro, + 0,43%, para R$ 1,8640; o de dezembro, +0,48%, para R$ 1,8776; e o de janeiro, +0,40%, para R$ 1,8896. (Márcia Pinheiro, Silvana Rocha e Marisa Castellani)


