A redução do nível de emprego na indústria automobilística é inevitável. Com a globalização, as empresas precisam ser cada vez mais produtivas para manter a competitividade. Esta é a avaliação de Antonio Sérgio Martins Mello, secretário de Política Industrial do Ministério da Indústria e Comércio. ‘‘Somente a empresa é capaz de determinar o número de funcionários que necessita para produzir carros.’’ Mello evita fazer previsões sobre demissões na indústria nos próximos anos. Diz que o desemprego do setor é ‘‘tecnológico’’ e que a expectativa do governo é que ele seja ‘‘neutralizado’’ com o crescimento da produção.
Parte da queda do número de postos de trabalho nas montadoras, diz Mello, sendo transferidas para os fornecedores. ‘‘O nível de emprego no setor de autopeças deve crescer’’, disse. Ele lembra que as montadoras do País dobraram a produção entre 91 e 97 sem elevar o nível de empregos. Em 91, a indústria produziu 960 mil veículos com 109 mil funcionários. No ano passado, superou a barreira dos 2 milhões com 106 mil funcionários, 3.000 a menos.
Para Mello, foi o regime automotivo que possibilitou os novos investimentos de montadoras e empresas de autopeças. ‘‘É preciso ver o mundo real e não o mundo ideal’’, rebate.

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