Desemprego no Paraná se mantém inferior ao do País
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quinta-feira, 24 de março de 2011
Aline Vilalva <br>Reportagem Local 
A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País atingiu 6,4% em fevereiro. Em Curitiba o índice foi de 4%, ante 5,6% de fevereiro de 2010, de acordo com o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). A exemplo do País, a taxa foi a menor da série histórica para o mês.
Em janeiro, a taxa de desemprego da região Metropolitana de Curitiba registrou 3,5% contra 5,4% do mesmo período de 2010. ''Comparando com janeiro do ano passado, temos estabilidade na indústria, construção e comércio'', observa Marcelo Antonio, pesquisador do Ipardes. No contexto anual houve acréscimo de mão de obra.
Segundo o pesquisador do Ipardes, habitualmente a região metropolitana de Curitiba apresenta percentual de desemprego inferior ao nacional. ''Acredito que a área de serviços no Sul do País vem absorvendo muita mão de obra e, além disso, o aquecimento nacional da economia tem reflexo bastante positivo na região'', justifica.
O rendimento médio total dos trabalhadores no mês passado foi de R$ 1.604,80 contra R$ 1.658,09 de janeiro e R$ 1.622 de fevereiro de 2010. Para Antonio, a queda do rendimento real dos trabalhadores em relação ao ano passado pode ser reflexo do aumento da inflação. No País, a massa de renda média real (descontada a inflação) habitual dos ocupados somou R$ 34,6 bilhões em fevereiro, o que indica queda de 0,5% ante janeiro. Em relação a fevereiro do ano passado, houve alta de 6,4% na massa de renda média real.
Brasil
A população ocupada nas seis principais regiões metropolitanas do País (Paraná, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre) atingiu 22,2 milhões de pessoas em fevereiro deste ano, o que indica uma estabilidade ante janeiro e avanço de 2,4% na comparação com fevereiro de 2010. Já a população desocupada foi de 1,5 milhões de pessoas em fevereiro deste ano, o que representa alta de 6,0% na comparação com janeiro e uma queda de 12,4% em comparação a fevereiro de 2010.
Segundo o IBGE, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado atingiu 10,7 milhões de pessoas em fevereiro, o que representa alta de 1,8% comparada a janeiro e aumento de 6,9% ante fevereiro de 2010, representando adicional de 687 mil postos de trabalho formais. (Com agências)


