Rio - O mercado de trabalho exibiu recordes positivos no final de 2007 nas seis principais regiões metropolitanas do País. A taxa de desemprego de dezembro ficou em 7,4%, o menor nível mensal apurado na série histórica do IBGE, iniciada em março de 2002. Na média do ano passado a taxa foi de 9,3%, a menor em seis anos. Houve aumento da formalidade e do rendimento médio real dos trabalhadores.
Para o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, o mercado de trabalho foi marcado por notícias positivas em 2007, como aumento da ocupação, queda no número de desocupados, recuo significativo na taxa de desemprego e geração de empregos com carteira. ''São resultados que mostram que o cenário econômico foi favorável e se refletiu no mercado de trabalho'', disse.
Ele citou como pontos importantes desse cenário a queda na taxa de juros e no risco País, além da manutenção da inflação sob controle. ''São sinalizações que dão confiança ao investidor para criar postos de trabalho'', afirmou.
O número de pessoas ocupadas aumentou 3% no ano passado em relação ao ano anterior, para 20,88 milhões nas seis regiões. Por outro lado, os desocupados (sem trabalho e procurando emprego) decresceram 4,8% de um ano para o outro, mas ainda somavam 2,13 milhões de pessoas no ano passado. O rendimento médio real dos trabalhadores ficou, na média do ano, em R$ 1.143,72, com aumento de 3,2% em relação a 2006.
A participação do emprego com carteira no total de ocupações subiu de 41,4%, em 2006, para 42,4% em 2007. Para Azeredo, a continuidade da trajetória de expansão da renda responde à maior formalização do mercado de trabalho e, ainda, ''ao cenário econômico mais favorável''.
Claudia Oshiro, analista da Tendências Consultoria, também avalia que ''os resultados do ano passado foram muito positivos, refletindo a expansão da atividade econômica que propiciou a geração de vagas em todos os segmentos''.
Procura - Especificamente em dezembro, Azeredo explicou que o recuo da taxa em relação a novembro (8,2%) respondeu à menor procura por uma vaga. Ele explicou que este é um mês com componente sazonal muito forte e no qual a taxa cai ou por causa do aumento de geração de vagas temporárias, ou porque as pessoas desistem de procurar emprego na última semana do ano.
Em 2007, foi a falta de procura que marcou a queda na taxa em dezembro, já que o número de ocupados ficou praticamente estável (-0,3%) ante novembro e o número de desocupados (sem trabalho e procurando emprego) caiu 10,8% no período.
Segundo Azeredo, é possível que as contratações de final de ano tenham sido, em grande parte, antecipadas nos meses de outubro e novembro, quando houve acréscimos da ocupação ante o mês anterior.

mockup