Curitiba - A taxa de desemprego no País ficou praticamente estável em 10,6% em setembro, após variação de 10,9% em agosto. Os dados fazem parte da pesquisa realizada pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em sete regiões metropolitanas. Em setembro, havia 2,362 milhões de pessoas desempregadas no país, 52 mil a menos do que em agosto.
O economista do Dieese, Sandro Silva, acredita que a tendência seja de queda do desemprego em função do crescimento da economia e da geração de empregos. No entanto, ele ressaltou que a economia vem crescendo menos do que no ano passado. Em 2010, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi de 7,5% e, para 2011, é esperado 3,5%. Com isso, o País continua gerando emprego, mas em um ritmo menor e a taxa de desemprego cai mais lentamente.
Silva considera a taxa de desemprego de 10,9% ainda muito elevada. Ele destacou que este número poderia ser ainda maior se a pesquisa tanto do Dieese como do IBGE considerassem o interior dos estados e um número maior de capitais e não apenas as regiões metropolitanas. ''Por este motivo, não acreditamos em pleno emprego'', disse.
Ele destacou ainda que a taxa de rotatividade é muito alta. Hoje, um terço dos trabalhadores permanecem menos de um ano no emprego. Há salários baixos e grande informalidade. Para Silva, a queda na taxa de desemprego nacional de 11,4% em setembro de 2010 para 10,6% em setembro deste ano foi representativa e significou uma queda de 7%. Os principais motivos foram o crescimento da economia, a geração de emprego e a recuperação da renda.
O IBGE também calcula o desemprego nas regiões metropolitanas, no entanto, usa metodologia diferente. Leva em conta quem procurou emprego nos últimos 30 dias. Já o Dieese considera este dado mais quem procurou emprego nos últimos 12 meses e quem fez algum tipo de atividade informal, mas continua desempregado.
O último dado de desemprego divulgado pelo IBGE para o Brasil foi de agosto e ficou em 6%. Em Curitiba, o índice ficou em 3,8% e foi a menor taxa entre as seis capitais pesquisadas. Segundo o coordenador do núcleo de pesquisas periódicas do Ipardes, Marcelo Antonio, a taxa de Curitiba em agosto de 2010 foi de 4,5%.
Antonio disse que a divulgação do índice de Curitiba de setembro será feita hoje. Ele acredita em manutenção da taxa de 3,8% registrada em agosto ou, no máximo, uma leve queda. ''No último trimestre, o desemprego cai historicamente por conta das contratações de fim de ano'', destacou.
Na região metropolitana de São Paulo o índice recuou de 11,2% em agosto para 10,6% em setembro. Em Porto Alegre, a taxa ficou estável em 7,7%. Já em Belo Horizonte e Fortaleza, as taxas tiveram queda de 6,7% em agosto para 6,4%, em setembro, e de 9% para 8,9%, respectivamente.
Houve ligeira alta no Distrito Federal (de 12,3% em agosto para 12,5% em setembro), em Recife (de 13,8% para 13,9%) e em Salvador (15,6% para 15,8%). O total de ocupados nas sete regiões pesquisadas foi estimado em 19.974 milhões de pessoas para uma População Economicamente Ativa (PEA) de 22.336 milhões.

Imagem ilustrativa da imagem Desemprego no País fica estável em 10,9%