Desemprego no País fica estável em 10,9%
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Andréa Bertoldi com agências <br> Equipe da Folha 
Curitiba - A taxa de desemprego no País ficou praticamente estável em 10,6% em setembro, após variação de 10,9% em agosto. Os dados fazem parte da pesquisa realizada pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em sete regiões metropolitanas. Em setembro, havia 2,362 milhões de pessoas desempregadas no país, 52 mil a menos do que em agosto.
O economista do Dieese, Sandro Silva, acredita que a tendência seja de queda do desemprego em função do crescimento da economia e da geração de empregos. No entanto, ele ressaltou que a economia vem crescendo menos do que no ano passado. Em 2010, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi de 7,5% e, para 2011, é esperado 3,5%. Com isso, o País continua gerando emprego, mas em um ritmo menor e a taxa de desemprego cai mais lentamente.
Silva considera a taxa de desemprego de 10,9% ainda muito elevada. Ele destacou que este número poderia ser ainda maior se a pesquisa tanto do Dieese como do IBGE considerassem o interior dos estados e um número maior de capitais e não apenas as regiões metropolitanas. ''Por este motivo, não acreditamos em pleno emprego'', disse.
Ele destacou ainda que a taxa de rotatividade é muito alta. Hoje, um terço dos trabalhadores permanecem menos de um ano no emprego. Há salários baixos e grande informalidade. Para Silva, a queda na taxa de desemprego nacional de 11,4% em setembro de 2010 para 10,6% em setembro deste ano foi representativa e significou uma queda de 7%. Os principais motivos foram o crescimento da economia, a geração de emprego e a recuperação da renda.
O IBGE também calcula o desemprego nas regiões metropolitanas, no entanto, usa metodologia diferente. Leva em conta quem procurou emprego nos últimos 30 dias. Já o Dieese considera este dado mais quem procurou emprego nos últimos 12 meses e quem fez algum tipo de atividade informal, mas continua desempregado.
O último dado de desemprego divulgado pelo IBGE para o Brasil foi de agosto e ficou em 6%. Em Curitiba, o índice ficou em 3,8% e foi a menor taxa entre as seis capitais pesquisadas. Segundo o coordenador do núcleo de pesquisas periódicas do Ipardes, Marcelo Antonio, a taxa de Curitiba em agosto de 2010 foi de 4,5%.
Antonio disse que a divulgação do índice de Curitiba de setembro será feita hoje. Ele acredita em manutenção da taxa de 3,8% registrada em agosto ou, no máximo, uma leve queda. ''No último trimestre, o desemprego cai historicamente por conta das contratações de fim de ano'', destacou.
Na região metropolitana de São Paulo o índice recuou de 11,2% em agosto para 10,6% em setembro. Em Porto Alegre, a taxa ficou estável em 7,7%. Já em Belo Horizonte e Fortaleza, as taxas tiveram queda de 6,7% em agosto para 6,4%, em setembro, e de 9% para 8,9%, respectivamente.
Houve ligeira alta no Distrito Federal (de 12,3% em agosto para 12,5% em setembro), em Recife (de 13,8% para 13,9%) e em Salvador (15,6% para 15,8%). O total de ocupados nas sete regiões pesquisadas foi estimado em 19.974 milhões de pessoas para uma População Economicamente Ativa (PEA) de 22.336 milhões.



