O desemprego no Japão, em março, foi o maior medido no país em todo o período pós-guerra. O índice mensal medido pelo governo pulou de 3,6%, em fevereiro, para 3,9% no mês passado. Pode não parecer alto para os padrões ocidentais, mas o número indica que existem mais 430 mil desempregados numa economia em plena recessão e com uma tradição de pleno emprego.
Cerca de metade dos novos desempregados são jovens que não obtêm seu primeiro emprego. A outra metade é composta por pessoas que efetivamente perderam seus postos de trabalho.
O dado foi divulgado quatro dias depois de o governo japonês ter anunciado um pacote econômico de US$ 150 bilhões para reestimular sua economia. O chefe de gabinete do governo, Kanezo Muraoka, reconheceu a gravidade dos números, mas disse acreditar que o pacote ‘‘vai provocar uma breve recuperação econômica, levando a uma melhora nos índices de desemprego.
Os dados divulgados ontem são relevantes não só pelo índice geral de desemprego, mas pela exatidão de uma série de números associados a ele. No Japão, ao contrário do Brasil, não há divergências quanto à metodologia de apuração dos índices.
O governo atribuiu o aumento do desemprego à crises acentuadas na indústria - que fechou 650 mil postos de trabalho - e na construção civil - com menos 270 mil empregos no mês.

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