Curitiba A Região Metropolitana de Curitiba teve, em agosto, a menor taxa de desemprego do País, ficando com o índice de 5,15%. A Pesquisa Mensal de Emprego realizada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) em conjunto com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que este é o sexto mês consecutivo que a RMC registra a menor taxa entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas.
A média nacional ficou em 7,3%. O Rio de Janeiro foi o que apresentou a segunda menor taxa (5,3%). O maior índice de desemprego foi registrado em São Paulo (8,9%).
Para o presidente do Ipardes, Paulo Mello Garcias, a manutenção nos índices de desemprego demonstra uma certa estabilidade no mercado de trabalho. Além do baixo índice em relação às demais regiões, ''o mercado de trabalho paranaense está criando oportunidades de emprego em quantidade maior que no ano passado''. A taxa média de desemprego de janeiro a agosto deste ano foi de 5,01%, enquanto que em 2001 o índice ficou em 6,1% no mesmo período.
A pesquisa do Ipardes revelou um aumento de 1,8% (22 mil pessoas) na População Economicamente Ativa (PEA), que totalizou 1,22 milhão de pessoas. A população ocupada foi estimada em 1,157 milhão pessoas, 1,2% a mais do que em julho, o que corresponde a um contingente de mais 14 mil pessoas ocupadas no último mês. Se comparado a agosto de 2001, o total de ocupados cresceu 1,7%. Também a taxa de atividade, que indica a proporção de pessoas de 15 anos de idade ou mais inseridas no mercado de trabalho, teve elevação de 1,3% em agosto, passando de 61,76% para 62,54%.
A indústria da transformação, com aumento de 4,8%, e o comércio, com 4,5% foram os setores que apresentaram os maiores percentuais de ocupação em agosto. Em outras atividades como agricultura, silvicultura e extrativismo mineral houve queda de 4,9%. A construção civil também apresentou variação negativa de 1,2%.
Apesar da melhora no nível de emprego, avaliou Garcias, o salário do trabalhador da Região Metropolitana de Curitiba continua apresentando queda. Os ganhos dos empregados com carteira assinada diminuíram 3% e das pessoas que trabalham por conta própria caiu 5,3%.

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