Desemprego na RMC é menor que a média nacional
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Mie Francine Chiba <br> Reportagem Local 
A taxa de desocupação na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) em janeiro deste ano ficou em 4,8%. Segundo Daniel Nojima, economista e diretor do Centro Estadual de Estatística, a taxa ficou acima do índice registrado no mesmo período do ano passado, de 3,8%, e do índice de dezembro, de 3,2%. Os dados são do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
Segundo Nojima, o aumento na taxa de desocupação já é esperado no período de dezembro para janeiro, quando o setor de serviços e comércio costuma dispensar mais pessoas que o habitual. "A gente espera que haja uma acomodação nos próximos meses, mas é possível que fique em um patamar mais baixo que isso." Demais setores, como indústria e construção civil, apresentaram índice mais estável.
De acordo com nota do Ipardes, o crescimento da taxa de desocupação também se explica pela manutenção da elevada proporção de pessoas procurando emprego, de 60,1%.
A RMC também apresentou no mês de janeiro o maior rendimento médio real do trabalho de todas as regiões pesquisadas R$ 1.946,20, ainda que 0,9% inferior ao valor do mesmo mês de 2012. O valor corresponde a ganhos reais de 2,8% em relação a dezembro. O índice também ficou acima da média nacional. Segundo Nojima, já faz meses que a RMC vem apresentando este resultado positivo e pode ser explicado, entre outros fatores, pelo perfil de mão de obra e emprego de Curitiba, influenciada pelo emprego público e serviços mais sofisticados.
Segundo dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no País ficou em 5,4% em janeiro, o menor resultado para o mês desde o início da série histórica, em março de 2002. O índice supera o registrado em dezembro do ano passado (4,6%). Na comparação com o resultado de janeiro de 2012 (5,5%), no entanto, a taxa ficou praticamente estável.
Os dados mostram também que a população desocupada, 1,3 milhão de pessoas, aumentou 17,2% na comparação com dezembro e ficou estável em relação a janeiro de 2012. Segundo informações do IBGE, o rendimento médio real habitual dos ocupados, R$ 1.820, ficou estável na comparação com dezembro e cresceu 2,4% ante janeiro de 2012.
Nessa mesma comparação, entre os grupamentos de atividades, houve queda no rendimento médio em janeiro nos grupos de serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (-3,1%) e de construção (-1,8%).
Trabalho doméstico
Na comparação com janeiro do ano passado, o maior aumento no nível de rendimento foi registrado no trabalho doméstico (6%). Ao mesmo tempo, a maior queda no nível de ocupação também ocorreu nessa atividade. O número de ocupados nos serviços domésticos teve variação negativa de 5,9% na comparação com dezembro e de 4,5% em relação a janeiro de 2012.
"O trabalho doméstico vem demonstrando queda. É um serviço que está se tornando mais caro", disse o coordenador da pesquisa do IBGE, Cimar Azeredo. "Os trabalhadores domésticos estão conseguindo se inserir em trabalhos melhores e a demanda está maior que a oferta", destacou o coordenador.
De acordo com Cleuza Valneide Paiva Prellvitz, responsável por uma agência de emprego doméstico de Londrina, a procura por trabalhadores domésticos está grande, mas faltam pessoas interessadas. Há cerca de dez solicitações por funcionários em aberto na sua agência. "Os funcionários estão sumindo. Estamos com dificuldades de encontrar pessoas boas e qualificadas, e o salário está bom, superior ao do comércio." Segundo ela, o salário do trabalhador doméstico atualmente está em R$ 811,90. (Com Agência Brasil)



