Curitiba - A Região Metropolitana de Curitiba (RMC) apresentou queda na taxa de desemprego em janeiro deste ano de 6,5% na comparação com o mesmo mês de 2005. Já o número de trabalhadores com carteira assinada subiu em 4,6% na comparação de janeiro deste ano e do ano passado. Entretanto, apesar dos dados positivos na geração de emprego e na formalidade, o rendimento médio real dos trabalhadores da RMC se manteve estável de um ano para o outro (R$ 926). Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), órgão vinculado ao governo do Estado, em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os setores que apresentaram aumento no número de postos de trabalho entre janeiro deste ano e de 2005 estão outros serviços, que representa o setor de transportes, limpeza pública, alojamentos, entre outros (16,5%) e administração pública, educação, saúde e serviços socais (9,6%), indústria de transformação (3,4%) e serviços domésticos (3,3%). As quedas no número de empregos ficou por conta dos setores outras atividades (-9,1%), construção civil (-7,7%), intermediação financeira e atividade imobiliárias (-2,5%) e comércio e reparação de veículos (-0,7%).
Enquanto o desemprego de um ano para outro registrou queda, na comparação de dezembro do ano passado para janeiro deste ano houve alta. A taxa de desemprego de janeiro foi de 7,2%, índice 30,9% maior que o de dezembro (quando a taxa de desemprego foi de 5,5%). Mesmo negativo, a diretora do centro de estatísticas do Ipardes, Sachiko Araki Lira, explicou que a queda é sazonal, já que em janeiro muitas empresas e o comércio dispensam os trabalhadroes contratados só para o reforço necessário no final do ano. ''Já era um índice esperado'', afirmou.

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