Curitiba - Mesmo com a abertura de milhares de postos de trabalho em função das campanhas eleitorais, o desemprego aumentou em setembro na Região Metropolitana de Curitiba. O índice no mês foi de 5,44%, de acordo com o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), contra uma taxa de 5,15% em agosto. Mesmo assim os números mostram uma melhora em relação a setembro de 2001: neste ano o órgão contabilizou 67 mil desempregados em Curitiba e região, contra 72 mil no mesmo mês em 2001, quando a taxa de desemprego atingiu 5,95%.
Segundo o presidente do Ipardes, Paulo Mello Garcias, a alta do desemprego ocorreu por causa do aumento no número de pessoas que buscaram trabalho. Ingressaram 17 mil pessoas no mercado em setembro, mas apenas 13 mil conseguiram uma colocação. Mesmo assim, Curitiba continua com a menor taxa de desemprego entre as sete capitais pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
``Setembro foi um mês atípico, mas a tendência dos próximos meses é que a taxa de desemprego reduza novamente``, observou Garcias. Os setores que mais contrataram no mês foram o de serviços (que abriu 30 mil vagas em relação a agosto), e o de construção civil (3 mil novas vagas). A indústria de transformação fechou 9 mil postos de trabalho no mês.
Curitiba e região continuam a ocupar o quarto lugar entre as capitais no que se refere a remuneração. O salário médio pago foi de R$ 727,00. A média nacional é de R$ 800,00, influenciada pela alta remuneração paga em São Paulo (R$ 940,00). ``Mesmo com a taxa de desemprego baixa, há tendência de queda de salários, mas deveria ocorrer o contrário``, relatou Garcias. Segundo ele, a expectativa é que o desemprego caia no próximo ano por causa dos novos governantes eleitos. ``Pela ênfase dada ao emprego e à questão social, deve ocorrer reflexos no próximo ano``, analisou.

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