Curitiba A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Curitiba cresceu 1,2% em fevereiro. O índice ficou em 9% contra os 7,8% registrados em janeiro. Com esse resultado, o número de pessoas ocupadas caiu de 1,215 milhão para 1,197. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) realizada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem.
A Grande Curitiba ficou com a quinta maior taxa de desemprego do País, atrás de Salvador (15%), São Paulo (13,6%), Recife (12,1%), Belo Horizonte (10,1%). Porto Alegre e Rio de Janeiro empataram na sexta posição, registrando taxa de 8,6%.
A diretora do Centro Estadual de Estatísticas do Ipardes, Sachiko Araki Lira, afirmou que esse já era um resultado esperado. Segundo ela, historicamente, há crescimento do desemprego no primeiro trimestre do ano por conta do término dos contratos temporários firmados no final do ano anterior.
A tendência, estima Sachiko, é de que a taxa de desemprego apresente variação positiva até o mês de abril. Mesmo com as contratações temporárias para o período da Páscoa, o número de postos de trabalho criados não é suficiente para absorver quem já estava à procura de emprego e os que estão entrando no mercado de trabalho.
Os grupamentos de atividades que apresentaram crescimento no número de pessoas ocupadas foram os de indústria extrativa e de transformação, produção e distribuição de eletricidade, gás e água (0,9%); administração pública, seguro social, educação, saúde e serviços sociais (1,7%); e comércio, reparação de veículos automotivos e de objetos pessoais e domésticos e comércio varejista de combustíveis (1,2%).
Apresentaram queda no total de pessoas ocupadas os grupamentos de intermediação financeira e atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas (9,0%); serviços domésticos (8,6%) e outros serviços (2,0%).
Entre as pessoas que se encontravam ocupadas no mês de fevereiro, 70,3% estavam empregados, 22,1% trabalhavam por conta própria e 6,9% eram empregadores. Do total de empregados, 47,6% tinham carteira de trabalho assinada e 16,4% não.
A pesquisa apontou ainda que o rendimento médio real recebido pelas pessoas ocupadas no mês de janeiro foi de R$ 791,90 ou 5,9% menor que o de dezembro de 2002 (R$ 841,59). Houve redução de 3,3% nos rendimentos dos trabalhadores com carteira assinada do setor privado e de 2,0% nos empregados sem carteira. A queda na renda, segundo Sachiko, pode ser atribuída a não reposição salarial de várias categorias de trabalhadores.

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