Desemprego na Argentina é de 22%, diz ministra
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domingo, 07 de julho de 2002
Agência EFE 
Buenos Aires - O índice de desemprego na Argentina, em maio, chegou a 22% da população economicamente ativa, informou, ontem, a ministra do Trabalho, Graciela CamaÀo.
CamaÀo adiantou os resultados da pesquisa do governo sobre o emprego, que é realizada duas vezes por ano, em maio e em outubro. ''O número (do desemprego) de maio é de aproximadamente 22%, cerca de 200 mil postos de trabalho a menos que em outubro'', assegurou. Em outubro de 2001, a taxa de desemprego era de 19,3%.
A ministra reconheceu que, nos seis meses entre as duas medições, o ''emprego foi destruído'', mas afirmou que ''também foram criados novos postos'' de trabalho.
CamaÀo considera que as autoridades têm que fortalecer ''seu poder de controle'' sobre as empresas que ''fazem os funcionários trabalharem demais sem pagar hora extra, deixando de criar outros empregos''. E afirmou que o governo não vai impulsionar outro aumento de salário antes do fim deste ano, lembrando a intervenção junto aos empresários e sindicatos para se chegar ao acordo de aumento geral de 100 pesos (US$ 28,6) para os trabalhadores sujeitos a convênios coletivos.
CamaÀo disse que ''há mais de 1,8 milhão de pessoas que recebem o subsídio'' para desempregados, de 150 pesos (US$ 42,8). Ela se mostrou crítica com o ministro da Economia, Roberto Lavagna. ''Além de negociar com os organismos internacionais'', ele deveria ''ajudar a reativar a economia'', afirmou.


