Desemprego ficou em 5,7% em fevereiro
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de março de 2001
Agência Estado Do Rio 
A taxa de desemprego em fevereiro medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis maiores regiões metropolitanas do País foi de 5,7%, a menor para meses de fevereiro desde 1997, quando a taxa foi de 5,6%. Em fevereiro do ano passado, a taxa de desemprego havia sido de 8,2%, o que mostra redução significativa do desemprego.
Em relação a janeiro deste ano, que também foi de 5,7%, houve a estabilidade característica do primeiro trimestre. O número de pessoas trabalhando em fevereiro caiu 0,9% em relação a janeiro. Mesmo assim o número de pessoas procurando trabalho caiu 0,5%.
Segundo o IBGE, pelas variações em relação ao ano passado, é possível ver que o emprego está aumentando e sua qualidade também. Nos últimos meses, a taxa de desemprego voltou para os níveis anteriores à crise da Ásia e não só o número de trabalhadores aumentou, como está havendo uma recuperação do emprego com carteira assinada, disse a gerente da pesquisa do IBGE, Shyrlene Ramos de Souza.
Pela primeira vez, desde fevereiro de 1998, a pesquisa mensal de emprego do IBGE identificou uma queda no número de empregados sem carteira de trabalho assinada na comparação de um mês contra o mesmo mês do ano anterior. A queda na quantidade de empregados sem carteira de trabalho foi de 0,4% de fevereiro do ano passado para fevereiro deste ano. Ela é considerada positiva pelo IBGE porque, no mesmo período, a quantidade de trabalhadores com carteira assinada cresceu 6,1%.
Além disso, cerca de 357 mil pessoas passaram a trabalhar nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, as maiores do Brasil, aumentando em 2,1% na quantidade de pessoas trabalhando; o número de pessoas procurando trabalho diminuiu em 30,8% e a taxa de desemprego caiu 2,5 pontos percentuais. Shyrlene observou também que o aumento dos encargos sociais e custos sobre a folha de pagamentos em 1988 influiu para a redução dos empregos formais durante os anos 90, mas os dados indicam que isso não está ocorrendo mais.
Só o rendimento que ainda não entrou em recuperação, acrescentou a economista. O rendimento médio real dos trabalhadores em janeiro de 2001 foi inferior em 1,0% ao do mesmo mês de 2000 e em 9,0% em comparação ao de dezembro de 2000.


