Desemprego fica estável em outubro, apura IBGE
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 25 de novembro de 2005
Daisy Nascimento<br>Agência Brasil 
Rio de Janeiro - A taxa de desemprego em outubro medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 9,6%, a mesma de setembro. Na comparação com outubro de 2004, porém, houve queda de 0,9 ponto percentual.
Em outubro, o trabalhador brasileiro ganhou em média um salário 1,4% menor do que em setembro. No mês passado o salário recebido foi de
R$ 966,10 e em setembro
R$ 979,83. Em relação a outubro de 2004, o rendimento médio recebido pelo trabalhador cresceu 1,8%. Em outu-bro do ano passado o salá-
rio médio recebido era de
R$ 949,24. Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE.
Apesar da taxa de desemprego ter ficado estável em outubro, pelo quarto mês seguido, o resultado não é considerado favorável, pelo economista Cimar Azeredo, técnico IBGE. Segundo ele, a oferta de novas vagas e contratação de mão-de-obra ficaram abaixo das expectativas.
A expectativa do IBGE, segundo o economista, era de um desempenho melhor, em outubro, em função do cenário de maio, quando houve aumento na oferta de emprego e redução do número de pessoas desocupadas. Esse resultado, na análise do economista, sinalizaria uma desaceleração no índice de desemprego ao logo do ano.
O que frustrou a expectativa foi que a partir de maio, houve um engessamento, embora num patamar mais baixo, mas ficou paralisado, afirmou Azeredo. O economista apontou o aumento nas taxas de juros, a política cambial e a crise política como as principais influências negativas no comportamento do mercado de trabalho em outubro, mas não soube informar o impacto de cada um desses fatores no resultado da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada nesta sexta-feira, pelo IBGE.
Azeredo disse ainda que, para os dois últimos meses deste ano, a pesquisa mensal de emprego indica um aumento na contratação de mão-de-obra que deve, no entanto se reverter em janeiro de 2006, com a liberação dos trabalhadores contratados temporariamente no fim do ano.


