Desemprego fica estável em Curitiba
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quinta-feira, 24 de maio de 2012
Reportagem Local 
Curitiba - A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) foi de 4,3% em abril, levemente inferior à de março, quando a taxa atingiu 4,5% da População Economicamente Ativa (PEA), conforme os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Mais uma vez, é a menor taxa entre as sete regiões metropolitanas onde a pesquisa é realizada. A taxa média nacional (que não leva em conta o indicador de Curitiba) foi de 6%. Na região, a taxa também é a segunda menor para o mês de abril desde que a pesquisa passou a ser realizada.
Embora estável, a taxa de desemprego na RMC vem se estabelecendo nos últimos meses em patamar um pouco superior ao verificado um ano atrás. Em abril do ano passado, a desocupação foi de 3,7% da PEA.
Conforme o economista Daniel Nojima, diretor do Centro Estadual de Estatística do Ipardes, essa elevação é explicada, em grande medida, pelo aumento da taxa de atividade. Ele observa que essa taxa alcança 60,2% da população em idade ativa, o que significa que mais pessoas em condições de trabalho estão se colocando à disposição do mercado.
O rendimento médio real do trabalho na RMC apresentou pequeno declínio em abril, em relação ao mês anterior. Foi estimado em R$ 1.855,30, contra os R$ 1.864,41 de março. Ainda assim, é o mais alto entre as áreas metropolitanas incluídas na pesquisa.
O economista cita que na RMC a demanda por trabalho também continua aquecida. Em abril, o pessoal ocupado era 2,8% superior ao do mesmo período do ano passado, segundo a PME.


