Rio de Janeiro - A taxa de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do País ficou estável em 10,8% da População Economicamente Ativa (PEA) em abril, o mesmo índice de março, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados ontem. Em março, São Paulo ajudou a segurar o crescimento do desemprego com a criação de 123 mil postos de trabalho, principalmente na indústria. No mês passado, entretanto, São Paulo registrou queda de 97 mil postos de trabalho na indústria extrativa e de transformação e na produção e distribuição de eletricidade, gás e água.
No País, a queda foi de 100 mil postos de trabalho. Já a renda do trabalhador recuou 1,8%, após três meses de crescimento, e ficou em R$ 938,70 ante R$ 945,20 em março.
A série histórica da pesquisa do IBGE mostra que a tendência do desemprego nos primeiros meses do ano é de aumento, com o fim das contratações temporárias. Desde o início deste ano, no entanto, o IBGE destaca um comportamento mais moderado do aumento do desemprego em razão do processo de recuperação do mercado de trabalho verificado no segundo semestre do ano passado.
Segundo o IBGE, a única região metropolitana a registrar aumento do desemprego foi Salvador, onde a taxa passou de 15,7% para 17%. Em compensação, houve queda em Belo Horizonte, de 10,7% para 9,5%. O desemprego ficou estável em São Paulo (11,4%), Rio de Janeiro (8,6%), Porto Alegre (8%) e Recife (13%).
O número de pessoas desocupadas ficou em 2,4 milhões, o que representa estabilidade de março para abril.

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